Confira!

[Crítica] Mad Max – Estrada da Fúria

Apos um hiato de 30 anos o personagem Max volta para as telas do cinema, agora interpretado pelo inglês Tom Hardy no lugar de Mel Gibson

mada

Em 1979 o mundo foi apresentado a Max Rockansky, um policial sem medo, em seu uniforme de couro, declarando guerra contra os motoqueiros sádicos que assassinaram sua família. O filme que alçou Mel Gibson ao estrelato foi até 1998 o filme de maior retorno/custo da história do cinema. Isto porque o filme tinha custado US$ 400 mil e arrecadou mais de US$ 100 milhões nas bilheterias do planeta. Apos tal sucesso uma continuação era inevitável, e em 1981 chegava aos cinemas Mad Max 2 – A Caçada Continua, que provavelmente para muitos entra pra o seleto grupo das continuações que superam o seu predecessor, a visão apocalíptica do futuro que nos é apresentada aqui a meu ver parece ser a que a humanidade esta mais perto de presenciar. Em 1985 foi lançado Mad Max – Além da Cúpula do Trovão, aonde vemos a violência crua do segundo filme dar lugar a uma historia mais leve com crianças que mais pareciam os Meninos Perdidos, apesar de ser o mais fraco, este é o mais importante pra mim, por ser o que eu mais acompanhei na Sessão da Tarde, mesmo com muitos pontos negativos, ele surpreende por sua sequência final e pela sua musica tema “We Don’t need another hero” interpretada por Tina Tuner, que no filme da vida a vilã Tia Entity.

Apos um hiato de 30 anos o personagem Max volta para as telas do cinema, agora interpretado pelo inglês Tom Hardy no lugar de Mel Gibson, o filme começa com uma introdução rápida explicando os motivos que fez a humanidade chegar a esse apocalíptico destino, Max é capturado por uma tribo comandada por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrn, que também interpretou um vilão no primeiro filme). Enquanto isso, a Imperatriz Furiosa (Charlize Theron, excelente) planeja uma fuga levando cinco mulheres, utilizadas como escravas para um lugar chamado Vale Verde.

Confesso que quando soube que iriam fazer outro Mad Max fiquei com um pouco de receio, pelo fato da trilogia ter sido algo marcante na minha infância, filmes que mexem com a minha memoria nostálgica tem esse dom de me deixar com medo do que possa vir, foi assim com Indiana Jones e a Caveira de Cristal, foi assim com Vingador do Futuro e foi assim com Robocop, mesmo com o pé atras quando se trata de cinema eu sou como São Tomé, só acredito vendo, e amigos o que foi aquilo que eu vi no dia 14 de Maio na tela do cinema é algo que praticamente não se explica, Mad Max – Estrada da Fúria pode entrar para a lista dos melhores filmes de ação dos últimos anos, após a sequência inicial do filme qualquer receio que existia a uns meses atras deu lugar a um ecstazy total, George Miller conseguiu em 2 horas fazer eu vibrar com as cenas de ação mais insanas da história do cinema, a maravilhosa fotografia de John Seale (Harry Potter e a Pedra Filosofal) ajuda a compor esse balé lindamente perturbador, te deixa na ponta da cadeira com o coração pulsando a 1000 por hora, é uma aula de como fazer filmes de ação com efeitos práticos. Levante agora da cadeira e corra para o cinema, pois um filme desses merece ser visto na Tela Grande.

Por Rodrigo Slater

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: