Confira!

[Crítica] Cidades de Papel

Você precisa se perder antes para se encontrar

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Mais uma vez John Green veio para mostrar que sabe falar e entende não só a língua dos jovens, mas o que passa na cabeça deles também! Desta vez, em “Cidades de Papel”, dirigido por Jake Schreier, vimos um filme mais voltado para o valor da amizade e do autoconhecimento na fase da adolescência.

A história é centrada em Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – não sem deixar pistas sobre o seu paradeiro.

Diferente de “A Culpa É das Estrelas”, “Cidades de Papel” consegue ter um contato e uma identificação maior com o público, uma vez que seu tema envolve mais o dia a dia de cada um, até mesmo para os adultos, que já passaram por todas as situações vivenciadas pelos personagens do filme.

Um dos grandes destaques do filme vai para a interpretação e interação entre os jovens atores do longa! Eles conseguem transmitir naturalmente a amizade que existe entre todos, o que faz toda a diferença. De situações cômicas e hilárias a momentos mais sérios no decorrer do filme, os personagens conseguem transmitir sua identidade e suas qualidades de forma que nos apeguemos a todos e torçamos para que o melhor aconteça!

Outro destaque vai para a trilha sonora também! Músicas certas nas horas certas, de acordo com o clímax de cada cena. E, claro, as músicas sempre dão uma ajudazinha na hora de se emocionar, né?!

Para os fãs que leram o livro, acredito que muitos ficarão felizes e contentes em saber que o filme não termina quando pensamos que vai terminar. Sem entregar spoilers, ok?! Mas, como muitos esperavam obter mais alguma informação sobre o destino dos personagens, o filme nos entrega um final surpreendente, de nos fazer chorar, se emocionar e querer assistir de novo!

Diferente do que muitos pensam, John Green não é só mais um autor clichê de mais uma história clichê que já estamos cansados de ouvir. Não! Ele nos apresenta uma visão diferente do que estamos acostumados a ver e ler, conseguindo trazer suas histórias para a nossa realidade, de forma que nos identifiquemos e nos comova toda vez que ele lança um livro novo. Agora é torcer para que seus outros livros venham para a telinha do cinema também!

Por João Victor

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