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[Crítica] Homem-Formiga

Mais um ponto para a Marvel que conseguiu com um herói desconhecido pelo grande publico fazer um ótimo filme.

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Quando o primeiro trailer de Homem-Formiga saiu, eu já não estava levando muita fé no filme, um dos principais motivos foi a saída de Edgar Wright do posto de diretor, ele que estava no projeto fazia seis anos, o fato era que Wright queria fazer um filme sem nenhuma ligação com o Universo Cinematográfico da Marvel, isso não agradou muito Kevin Feige, que é o cara que se encarrega de ser a “cola” dos filmes da casa das idéias. Com isso foi chamado para o seu lugar Peyton Reed. Apesar de ser mais conhecido por comédias como Teenagers – As Apimentadas, Abaixo o Amor, Separados pelo Casamento e Sim, Senhor. Reed não é novato no mundo dos heróis, ele esteve ligado ao filme do Quarteto Fantástico de 2005, na época ele alegou que a Fox tinha umas idéias bem diferentes das que ele queria para o filme. Com tudo, pouco mais de dez anos se passaram e agora ele nos entrega este Homem-Formiga que provavelmente era o filme mas duvidoso do estúdio dos Vingadores.

Bem, quando me adentrei a sala do cinema fui apenas com aquele primeiro trailer na mente, tinha visto apenas algumas noticias aqui e ali, nada mais do que isso, e quando o filme começou ele jé me “guindou” como um Rugal Bernstein do The King of Fighters na primeira cena. Qualquer medo que o publico poderia ter sobre de como o filme iria se encaixar no UCM é deixado de lado quando Hank Pym (Michael Douglas, em um trabalho espetacular de CGI, aonde ele foi rejuvenescido 26 anos) em 1989 entra no Triskellion (o prédio da S.H.I.E.L.D.) ainda em construção, e la podemos ver uma conversa entre Hank, Howard Stark (Jonh Slaterry), Peggy Carter (Hayley Atwell) e Mitchell Carson (Martin Donovan) sobre as Particulas Pym. Após isso vem a logo mais famoso dos últimos anos, e eu me ajeito na poltrona com um sorriso no rosto e penso: “vamos lá Marvel, mais uma vez vocês tem a minha atenção”.

O Filme tem uma leveza com cara de Sessão da Tarde (isso é um elogio), as piadas que no primeiro trailer estavam forçadas, muito pela trilha tensa mal colocada, no filme são tão bem encaixadas que a todo momento você esta gargalhando, Paul Rudd que para muitos poderia não segurar um protagonismo desse porte, faz um Scott Lang bem diferente dos quadrinhos, mas que prova seu talento com muita naturalidade. O tom que o filme escolhe é perfeito para o personagem, pôs nos faz lembrar de grandes filmes de assalto como Onze Homens e Um Segredo. Os três amigos de Scott ajudam muito nessa composição, com destaque para Michael Peña (As Torres Gêmeas) que interpreta Louis, que faz o trabalho de alivio cômico, já que Rudd é o cara do pôster e não pode ficar engraçado o tempo todo, e Peña era essencial para quebrar a tensão. Outra que me agradou muito foi a eterna Kate de Lost, Trauriel de O Hobbit e agora Hope Van Dyne, Evangeline Lilly nos deixa com a pulga atras da orelha sobre que lado ela esta. O único ponto que não gostei muito foi o vilão Darren Cross, interpretado pelo ótimo ator de House of Cards, Corey Stoll. Por mais que o cara seja bom, achei o vilão um pouco exagerado demais em alguns momentos, mas nada que faz o filme perder o seu charme. Mais um ponto para a Marvel que conseguiu com um herói desconhecido pelo grande publico fazer um ótimo filme.

Por Rodrigo Slater

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