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[Crítica] Love 3D – Gaspar Noé

Love é um filme 3D francês, do gênero drama erótica, escrito e dirigido pelo cineasta argentino Gaspar Noé. Terá sua estreia antecipada no Brasil esse ano, é estrelado por Karl Glusman, Aomi Muyock e Klara Kristin. Foi selecionado para o Festival de Cannes 2015.

Confira a Crítica Segundo Francisco Russo do Site AdoroCinema:

Nenhum outro filme do Festival de Cannes teve filas tão grandes quanto Love, novo trabalho de Gaspar Noé, exibido fora de competição. Em parte pela fama transgressora do diretor, graças especialmente a Irreversível, mas também porque Noé prometera mostrar (muito) sexo explícito em seu novo trabalho. Promessa cumprida!

 A história acompanha as memórias afetivas de Murphy em relação à uma ex-namorada, Electra, que não vê há alguns anos. As lembranças ganham contornos ainda maiores pela frustração que sente em relação à vida atual, ao lado da mãe de seu filho e da própria criança. É nesta viagem no tempo que boa parte do filme se desenrola, seguindo a proposta de “fazer um filme que realmente transmita os sentimentos do sexo” (palavras do próprio diretor, através de seu personagem principal).

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Diante disto, Love não tem qualquer pudor em cena – e, é importante ressaltar, o uso do sexo tem a ver com a ideia do longa-metragem em dissecar a intimidade do casal. Há uma proposta estética de direção e edição muito bem definida, que potencializa as rápidas passagens do tempo que ocorrem no início. Entretanto, por mais que seu início seja bastante interessante, os problemas começam a surgir por volta dos 40 minutos de duração. É quando a relação entre Murphy e Electra se estabiliza e Noé começa a enviar mensagens ao espectador, não apenas justificando o porquê do filme ser daquele jeito como também através de piadas autorreferentes, envolvendo personagens coadjuvantes. A redundância, do que é dito e também do que é exibido, cansa.

Outro problema do filme é seu elenco. Como os personagens precisavam realmente ter relações sexuais diante da câmera, havia uma exposição íntima que naturalmente afastou um punhado de possíveis candidatos. Não é à toa que as duas atrizes principais, Aomi Muyock(Electra) e Klara Kristin (Omi), são estreantes e o ator principal, Karl Glusman, tenha papéis irrelevantes no currículo. O problema todo é que, por mais que cumpra seu papel na cama, quando é exigido ao menos um pouco de dramaticidade o trio deixa bastante a desejar. Especialmente Glusman, cujo personagem traz uma carga emocional referente às várias passagens de tempo existentes que é, conceitualmente, a condutora do longa-metragem.

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Em relação às cenas de sexo, é importante dividi-las em fases. O longa já começa com Murphy e Electra na cama, nu frontal de ambos, com um masturbando o outro até o gozo. Ou seja, logo de cara o espectador já sabe o que vem por aí (e várias foram as pessoas que abandonaram a sessão com menos de 10 minutos de projeção). A tão badalada sequência de ménage a trois tem uma função narrativa, já que seus efeitos são essenciais para o desenrolar da história. No decorrer do longa-metragem, é possível perceber o momento do casal a partir da intensidade do ato sexual, indo de encontro à proposta do diretor de conceituar o relacionamento também através do sexo. Por outro lado, há várias cenas gratuitas, fruto da obsessão do diretor pelo tema e da ânsia em explorar o 3D. Mas o problema maior surge quando o longa caminha rumo ao hardcore, já que tal tendência soa mais como nova tentativa de polemizar do que propriamente pela necessidade do roteiro.

Love é menos do que prometia, mas ainda assim polêmico pela exposição de seus atores a todo tipo de cena de sexo. De início bastante interessante, pela proposta estética com a qual a história é conduzida, o longa perde interesse à medida que passa por simplesmente se repetir e buscar o choque pelo choque. Lembra bastante Nove Canções, filme mediano dirigido por Michael Winterbottom que acompanha todo o relacionamento sexual de um jovem casal, só que inferior.

Sinopse

Murphy (Karl Glusman) está frustrado com a vida que leva, ao lado da mulher (Klara Kristin) e do filho. Um dia, ele recebe um telefonema da mãe de sua ex-namorada, Electra (Aomi Muyock), perguntando se ele sabe onde ela está, já que está desaparecida há meses. Mesmo sem a encontrar há anos, a ligação desencadeia uma forte onda saudosista em Murphy, que começa a relembrar fatos marcantes do relacionamento que tiveram.

Confira o Trailer Legendado: 

Adaptado do Site AdoroCinema por Edson Sabadin

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Sobre Edson Sabadin (14 artigos)
Meu nome é Edson Sabadin sou estudante de Psicologia na UCP tenho 18 anos. Meu relacionamento com o cinema começou bem cedo, chegava a alugar por mais de 3 vezes o mesmo filme (na época toda a saga da Xuxa e Clássicos da Disney) ainda em VHS. Por ser filho único, era a melhor companhia que poderia ter. Amo o cinema pois é uma maneira de ilustrar, de certa forma, as situações mais ilaria que se pode imaginar; e também me influenciou muito quando optei por fazer Psicologia, principalmente Almodóvar. Ir no cinema Se equipara a uma terapia. Quando se trata de musical então... Principalmente os da Barbra Streisand. Amo músicas, quando os dois se juntam formam uma trilha sonora que, muita das vezes, levo para vida. Porém sou bem eclético e um mega fã de todas as sagas de heróis sendo o Superman o meu herói preferido. Me identifico muito com ele por toda sua racionalidade e princípios. Um papo que por mim leva a noite toda é filmes...

2 comentários em [Crítica] Love 3D – Gaspar Noé

  1. Velho tua analise é péssima, repense sua posição enquanto critico, abraços!

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