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[Crítica do Leitor] Beasts of no Nation

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Um crime imperdoável, o roubo da inocência Baseado no livro homônimo escrito pelo nigeriano Uzodinma Iweala, Beasts of no Nation, novo longa da Netflix, mostra que o streaming não tem intenção de apenas acumular Emmys pelas suas famosas séries, mas de crescer em rumo ao Oscar. Com direção de Cary Fukanaka, que se destacou em seu trabalho com True Detective, e com as atuações de Idris Elba e Abraham Attah, o longa traz a crua história de diversas crianças que crescem em meio a guerra civil. A atual crise migratória que a sociedade está sofrendo é um tema recorrente e Beasts of no Nation trata de contar um lado da história que muitos ignoram. O de quem fica para trás. Seguindo a história do protagonista Agu, com o passar do enredo, descobrimos que o terror de um imigrante não é apenas o de chegar em um lugar ou país estrangeiro, mas o de conseguir sair à tempo. Com cenas chocantes que conseguem fazer o telespectador sofrer com o protagonista, vemos Agu ficar para trás e não ter opção nenhuma além de lutar por uma causa que desconhece.

Uma guerra sem nome e sem motivo, mas com muito sangue. Então, com ênfase na ditadura que o personagem de Elba cria, vemos a psique do garoto ser destruída, dúvidas surgirem e um homem nascer no corpo de uma criança. Trazendo a qualidade das séries da Netflix, isto é, fotografias incríveis onde a direção de arte sempre foge para cores ocres e marrons, Beasts trás um olhar polêmico para a história de quem participa e sofre com guerras sem sentido. Mesmo repleto de figuras infantis no filme, todo o tema e execução não é levado para este lado. Pode-se ver beleza até no mais triste, nas cenas de guerra, nos gritos eufóricos e na visão conturbada e confusa do rapaz quando está em efeito de drogas. Ao fim, se percebe que a Netflix nunca esteve de brincadeira quando o papo é “produção original”. Idris Elba como sempre em seus papéis não decepcionou, mas o grande destaque foi Abraham, que passou todo o sofrimento de seu personagem, algumas vezes apenas com os olhos e com sua narração. “Agora conheço o cheiro dos mortos,” ele diz. Ignorando a precocidade da estréia do projeto e que talvez a Academia ignore uma produção de streaming, não seria exagero dizer que Beasts of no Nation merece alguma homenagem com um Oscar.

Critica feita e enviada

por Junno Sena, 19 anos do bairro Bingen em Petrópolis

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