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[Evento] QUERO SER TIM BURTON; matéria especial do jornal O Globo sobre exposição do Cineasta

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Criada em 2009 para estrear no Museu de Arte Moderna ( MoMA) de Nova York, a exposição “O mundo de Tim Burton” foi concebida originalmente como um passeio cronológico pela trajetória criativa do cineasta americano de 57 anos, conhecido por dirigir sucessos instantâneos como “Beetlejuice — Os fantasmas se divertem” (1988), “Edward Mãos de Tesoura” (1990), “O estranho mundo de Jack” (1993), “Ed Wood” (1994) ou a refilmagem de “A fantástica fábrica de chocolates” (2005). No Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, a mostra, que abre na próxima quintafeira, dia 4, ganha um caráter mais “Quero ser John Malkovich”, a comédia sensorial de Spike Jonze que propõe uma viagem ficcional pela mente do ator americano.

Burton vem ao Brasil para participar de um bate-papo com o público no dia 11, a partir das 11h. Antes da conversa, os visitantes assistirão a um filme do diretor que será escolhido por meio de votação popular. Para participar, basta entrar no site do museu (www.mis-sp.org.br) e votar na enquete eletrônica, que ficará no ar até amanhã. Trinta votantes do título escolhido serão sorteados para acompanhar o evento. Além disso, o museu colocará à venda apenas nas bilheterias ingressos especiais, ao preço de R$ 300, que darão direito à visita, a um catálogo e entrada para o encontro, além de um certificado de participação.

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SALAS TÊM SENTIMENTOS COMO TEMA

Segundo André Sturm, diretor do MIS, no novo conceito criado para a exposição os mais de 500 objetos, entre esboços, pinturas, fotografias, storyboards, bonecos e outros itens do acervo reunido pelo diretor desde a infância, foram reagrupados em salas temáticas ligadas a sentimentos como medo, alegria, humor, felicidade e melancolia.
— A ideia é tentar mostrar como ele cria, de que forma desenvolve seus projetos — diz Sturm, acrescentando que Burton participou desta reformatação, aprovando propostas e dando suas próprias sugestões.
A curadora independente Jenny He, que ajudou a conceber a exposição original, trabalhou em parceria com o MIS e em contato direto com o cineasta para viabilizar a versão brasileira da mostra. A americana, que chegou em São Paulo na semana passada, trabalhou com uma equipe de cerca de 300 pessoas para montá-la. Ela cita a sala da felicidade como exemplo positivo da reorganização proposta pelo museu. Localizada em uma espécie de átrio com pé direito alto, a sala abrigará um inflável gigante de um personagem chamado Menino Balão. Ao redor dele, serão pendurados uma série de 25 polaroides criados pelo artista nos intervalos entre um filme e outro.
— Esse personagem foi criado especialmente para a exposição do MoMA e ficava na parte externa do museu. Aqui, ele ficará nesse átrio, com essas polaroides que Burton cria entre um filme e outro e mostram um pouco como funciona sua imaginação criativa — explicou ela.

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Numa segunda parte da mostra estão dispostas mais três salas. Uma delas foi criada especialmente para o público brasileiro e reúne as principais influências artísticas do artista, listadas por ele. Não são itens de sua coleção pessoal, apenas referências como pôsteres promocionais do filme “Frankenstein” (1931) e “King Kong” (1976), uma reprodução da pintura “A noite estrelada”, de Van Gogh, e uma pintura do escritor Edgar Allan Poe.

As outras duas salas serão dedicadas à filmografia de Burton e outra aos projetos não realizados. Esta última é uma das preferidas da curadora estrangeira, por reunir peças como desenhos e maquetes de filmes não produzidos, como “Superman lives”, que teria Nicolas Cage como intérprete do Homem de Aço. — É importante esta sala para mostrar que nem sempre as ideias dele se tornaram realidade. As pessoas vão ver coisas e projetos que nunca foram realizados. E tudo em uma ambientação que remonta à infância e adolescência dele, em Burbank, na Califórnia, onde tudo era planejado e padronizado, as casas eram iguais e o cenário meio desolador — diz ela, lembrando que esse clima foi reproduzido no conjunto residencial onde moravam os “pais” de Edward Mãos de Tesoura.

Com um histórico de exposições certificadas por longas filas e grande público, o MIS aposta no sucesso de “O mundo de Tim Burton”, um dos eventos mais aguardados deste ano. Com 50 mil ingressos vendidos, deve atingir público entre 120 mil e 150 mil até o fim da mostra, em 15 de maio. A dedicada ao programa infantil “Castelo Rá- timbum”, campeã de audiência, contabilizou 410 mil espectadores, mas ficou em cartaz durante sete meses.
— Com este esquema de ingresso com hora marcada fica mais fácil fazer essa contabilidade — explica Sturm.

Às terças-feiras, a visita é gratuita, com retirada de senha nas bilheterias. Às sextas e domingos, o espectador paga R$ 12 a inteira eR$ 6 a meia (crianças até 5 anos não pagam) pelo ingresso válido para o mesmo dia. Nos demais dias, quartas, quintas e sábados, só vale ingresso comprado pela internet, com hora marcada. O valor é de R$ 40 pela inteira e R$ 20 a meia — essas entradas estão esgotadas até 9 de abril e a organização promete disponibilizar novo lote.
Reprodução Jornal O Globo

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