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[Confira!] Lista completa de filmes do festival É Tudo Verdade 2016

O festival de cinema documental É Tudo Verdade anunciou nesta quinta-feira a lista completa dos filmes que farão parte da sua 21ª edição. Em São Paulo, a mostra será aberta em 7 de abril com “Fogo no mar” e, no Rio de Janeiro, com “As incríveis artimanhas da nuvem cigana”, no dia seguinte. As sessões de abertura serão fechadas para convidados, mas os filmes serão reexibidos para o público durante o festival.
Entre 7 e 17 de abril, o É Tudo Verdade vai exibir 22 estreias mundiais. No total, o público poderá assistir a 85 títulos de 26 países, escolhidos entre mais de 1.700 inscritos. São quatro mostras competitivas, com prêmios que variam entre R$ 8 mil e R$ 110 mil, além de programas especiais que incluem uma retrospectiva de Carlos Nader e o ciclo Cinema Olympia, com documentários olímpicos.
Os vencedores das competições de curtas-metragens, tanto na categoria brasileira como na internacional, qualificam-se para concorrer a uma vaga na disputa do Oscar de melhor curta documental. O festival brasileiro é o único na América do Sul com esse status.
Veja abaixo informações sobre todos os filmes que compõem a mostra de 2016.
FILMES DE ABERTURA
“Fogo no mar”. Direção: Gianfranco Rosi (Itália, França, 108’ 2016). O filme focaliza a crise dos refugiados na Europa a partir de Lampedusa, na Sicília. Desde que começaram a chegar ali os primeiros barcos de refugiados, em 1991, a bucólica ilha de pescadores recebeu milhares de imigrantes em barcos precários vindos da África ou do Oriente Médio, na maior crise humanitária da Europa desde o final da II Guerra Mundial.
“As incríveis artimanhas da nuvem cigana”. Direção: Paola Vieira e Claudio Lobato (Brasil, RJ, 82’, 2016). No Rio de Janeiro dos anos 1970, formou-se o coletivo artístico Nuvem Cigana, que reuniu poetas, artistas gráficos, fotógrafos e músicos. Apagando fronteiras entre arte e vida, de olho na utopia, tornaram-se uma geração que desbravou caminhos, antes que a indústria cultural dominasse o panorama.
COMPETIÇÃO BRASILEIRA: LONGAS OU MÉDIAS – METRAGENS
“Cacaso na corda bamba”. Direção: José Joaquim Salles, Ph Souza (Brasil, RJ, 88′, 2016). Antonio Carlos de Brito abandonou um destino próspero para tornar-se Cacaso, um dos líderes do movimento da poesia marginal, da luta do mimeógrafo contra a censura da ditadura militar, nos anos 1970. Estreia mundial.
“Cícero Dias, o compadre de Picasso”. Direção: Vladimir Carvalho (Brasil, DF, 79’, 2016). Ligado aos modernistas e influenciado por sua convivência com artistas de vanguardas europeias como Pablo Picasso, Fernand Léger e Joan Miró, o pintor pernambucano Cícero Dias criou uma arte que atravessa fronteiras. Estreia mundial.
“Galeria F”. Direção: Emília Silveira (Brasil, RJ, 86′, 2016). Militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), preso e torturado durante nove anos, condenado inicialmente à morte pelo assassinato de um sargento em 1971, Theodomiro Romeiro dos Santos refaz sua trajetória. Estreia mundial.
“Imagens do Estado Novo 1937-45”. Direção: Eduardo Escorel (Brasil, RJ/SP, 227′, 2016). Através da comparação e análise de materiais de arquivo, o filme reavalia a herança do período ditatorial de Getúlio Vargas, expondo suas fontes de inspiração externas, sua forma de funcionamento e contradições. Estreia mundial.
“Jonas e o circo sem lona”. Direção: Paula Gomes (Brasil, BA, 82′, 2015). Jonas mantém um pequeno circo no fundo do quintal de sua casa. O abandono pelos seus colegas, a obrigação de estudar e sua própria adolescência tornam seu sonho difícil de sustentar. Estreia nacional.
“Manter a linha da cordinlheira sem o desmaio da planície”. Direção: Walter Carvalho (Brasil, RJ, 88’, 2016). O poeta Armando Freitas Filho faz poemas como quem pesca seus achados manuscritos em grandes cadernos em que deixa uma grande margem livre para as quase intermináveis correções. Estreia mundial.
“O futebol”. Direção: Sergio Oksman (Brasil, SP/Espanha, 70′, 2015). Sergio e seu pai, Simão, não se viram ao longo de 20 anos. A Copa de 2014 no Brasil é um pretexto para uma reaproximação. Suas conversas os levam ao encontro do passado e das questões deixadas em aberto pela distância. Estreia nacional.
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL: LONGAS OU MÉDIAS – METRAGENS
“327 cadernos”. Direção: Andrés Di Tella (Argentina/Chile, 76′, 2015). O escritor Ricardo Piglia volta à Argentina natal e propõe-se a revisar seus diários pessoais, os quais ele escreve há mais de 50 anos.
“Anos claros”. Direção: Frédéric Guillaume (Bélgica, 76′ 2015). Filmado ao longo de quase dez anos, o documentário constitui uma crônica intimista de um trecho da vida do diretor Frédéric Guillaume. Após o nascimento da filha Juliette, uma confissão de sua amada Claire torna o filme uma investigação sobre a dor e a incerteza.
“Catástrofe”. Direção: Alina Rudnitskaya (Rússia, 52′, 2016) Em 2009, um dos maiores desastres tecnológicos do mundo ocorreu na Hidrelétrica Sayano-Shushenskaya, na Rússia. Cinco anos depois, ainda não foi oficializada a causa do desastre, mas alguns dos engenheiros acusados continuam presos. Estréia mundial.
“Chicago boys”. Direção: Carola Fuentes, Rafael Valdeavellano (Chile, 96′, 2015). Responsáveis pelo modelo econômico ultraliberal instalado no Chile na ditadura Augusto Pinochet (1973-1990), os chamados “Chicago Boys” – economistas formados na Universidade de Chicago – recontam sua formação.
“Gigante”. Direção: Zhao Liang (França, 90′, 2015). Denunciando o desastre ecológico provocado do avanço da mineração no interior da Mongólia, o filme retrata os altos custos humanos e naturais deste modelo predatório.
“Kate interprta Christine”. Direção: Robert Greene (EUA, 110′, 2016). Mais de 40 anos depois do suicídio da jornalista Christine Chubbuck durante o programa que apresentava ao vivo, a atriz Kate Lyn Sheil encarna o papel da repórter, reconstituindo uma trajetória marcada pela depressão e explorando os limites da encenação e do espetáculo.
“No limbo”. Direção: Antoine Viviani (França, 85′, 2015). Recorrendo ao artifício de um misterioso espírito que adentra a internet, o documentário explora algumas das grandes questões destes nossos tempos digitalizados.
“Nuts!”. Direção: Penny Lane (EUA, 79′, 2016). Em 1917, um médico do Kansas, dr. John Romulus Brinkley, anuncia ter descoberto a cura da impotência, defendendo o transplante de testículos de bodes em homens. O documentário expõe não só a biografia do polêmico Brinkey, mas explora os caminhos da credulidade humana, da necessidade de acreditar em narrativas sedutoras.
“Paciente”. Direção: Jorge Caballero Ramos (Colômbia, 85′, 2015). Nubia é uma mãe dedicada ao cuidado intensivo de sua filha, Leidy Johana, de 23 anos, que sofre de uma forma agressiva de câncer. Num estilo seco e despojado, o diretor Jorge Caballero Ramos acompanha o calvário da mãe pelo sistema de saúde colombiano.
“Sob o Sol”. Direção: Vitaly Mansky (Rússia/Letônia/Alemanha/República Checa/Coreia do Norte, 106’, 2015). Em uma representação criada pelo governo, a menina Zin-mi se prepara para celebrar o aniversário do líder supremo Kim Jong- il. Apesar de as autoridades terem censurado as imagens, o cineasta Vitaly Mansky expõe a manipulação e a tentativa de fabricação de um país ideal que só existe no discurso oficial.
“Tudo começou pelo fim”. Direção: Luis Ospina (Colômbia, 208′, 2015). O diretor colombiano Luis Ospina volta-se para o período de 20 anos, entre 1971 e 1991, para recontar uma parte importante da própria vida. Paralelamente a esse resgate de suas memórias, Ospina defrontou-se com um diagnóstico de câncer.
“Um caso de família”. Direção: Tom Fassaert (Holanda/Bélgica/Dinamarca, 116′, 2015). O diretor recebe um convite de sua avó Marianne, de 95 anos, para visitá-la. Naquele ponto, tudo o que ele sabia sobre ela eram histórias negativas que seu pai o contou. Porém, quando ela faz uma confissão inesperada, as coisas se tornam mais complicadas.
COMPETIÇÃO BRASILEIRA: CURTAS – METRAGENS
“A culpa é da foto”. Direção: Eraldo Peres, André Dusek, Joédson Alves (Brasil, DF, 15′, 2015) Num dia de 1984, repórteres fotográficos deixam suas câmeras no chão em forma de protesto durante a saída do presidente general João Baptista Figueiredo do Palácio do Planalto.
“Abissal”. Direção: Arthur Leite (Brasil, CE, 17′, 2016). A investigação da história de sua própria família leva o cineasta cearense Arthur Leite a descobrir informações inesperadas sobre esse passado desconhecido através de revelações de sua avó Rosa. Estreia mundial.
“Aqueles anos em dezembro”. Direção: Felipe Arrojo Poroger (Brasil, SP, 19′, 2016). O neto de um casal tenta juntar os fragmentos da história de seus avós após quase setenta anos do dia do encontro deles. Estreia mundial.
“Buscando Helena”. Direção: Roberto Berliner, Ana Amélia Macedo (Brasil, RJ, 22′, 2016). O dia em que Ana e Roberto levaram seu bebê para casa. Estreia mundial.
“Fora de quadro”. Direção: Txai Ferraz (Brasil, PE, 21′, 2016). As histórias de vida do pedreiro azulejista Alberto, da professora Vânia, da empregada doméstica Chica e da estudante Rob. Estreia mundial.
“O oco da fala”. Direção: Miriam Chnaiderman Brasil-SP, 17′, 2016 Depoimentos de pessoas traumatizadas pela violência do Estado compõem o perfil de uma São Paulo que se debruça sobre as marcas e memórias da ditadura. Estreia mundial.
“Praça de guerra”. Direção: Edi Junior (Brasil, PB, 19′, 2015). Inspirados pelas ideias de Che Guevara e Régis Debray, criadores de foco de guerrilha na Serra do Capim-Açu são presos e entram em contato com a maconha e todo um outro modo de vida alternativo nos anos 1960.
“Sem título # 3: E para que poetas em tempo de pobreza?”. Direção: Carlos Adriano (Brasil, SP, 14′, 2016). Da série “Apontamentos para uma Auto Cine Biografia (em Regresso)”, algumas considerações (im)prováveis e (im)ponderáveis sobre a (im)pertinência e o (não)lugar da poesia em nossos tempos. Estreia mundial.
“Vida como rizoma”. Direção: Lisi Kieling (Brasil, RS, 14′, 2016). O jovem músico Klaus Volkmann, conectado com formas simples e sustentáveis de vida, encara a existência como algo potencialmente capaz de ramificar-se em qualquer direção. Estreia mundial.
COMPETIÇÃO INTERNACIONAL: CURTAS – METRAGENS
“A glória de fazer cinema em Portugal”. Direção: Manuel Mozos (Portugal, 16′, 2015). Em 1929, o escritor José Régio escreve ao amigo Alberto Serpa manifestando o desejo de criar uma produtora de cinema. 90 anos depois, uma bobina de filme mudo surge como indício dessa suposta estréia de Régio no cinema.
“A visita”. Direção: Pippo Delbono (França, 22′, 2015). No castelo de Versalhes, dois atores encontram-se sozinhos: o francês Michael Lonsdale e o italiano Bobò, um surdo-mudo que ficou internado 44 anos no manicômio de Aversa. Camadas de arte e tempo sobrepõem-se, num diálogo livre e sem fronteiras.
“Caracóis”. Direção: Grzegorz Szczepaniak (Polônia, 30′, 2015). De olho no crescente sucesso da criação de escargots, dois amigos poloneses, Andrzej e Konrad, decidem criar seu próprio negócio no ramo. E a empreitada acaba tendo um caráter também existencial e até filosófico.
“Carmen”. Direção: Mariano Samengo (Argentina, 16′, 2015). A morte de Carmen Brancone, última avó do diretor Mariano Samengo, desencadeia uma mudança drástica na vida do cineasta. Três dias depois de seu enterro, ele decide filmar sua mãe e sua tia, que se ocupam da tarefa de esvaziar a casa da avó. Estreia mundial.
“Cosmopolitanismo”. Direção: Erik Gandini (Suécia, 17′, 2015). Apoiando-se em imagens animadas desenhadas à mão, o filme desenvolve uma linha de reflexão em torno da possibilidade da criação de uma comunidade humana mundial, capaz de superar as divisões e conflitos criados pelas diferenças.
“Eu tenho uma arma”. Direção: Ahmad Shawar (Palestina, 20′, 2015). Em 2002, a vila palestina de Kafar-Kaddoum sofreu expropriação de terras por forças de ocupação israelenses, para a criação de uma colônia, Kedumim. Desde então, os moradores locais realizam protestos semanais. Estreia mundial.
“Fatima”. Direção: Nina Khada (Alemanha, 19′, 2015). Buscando suprir as lacunas em torno das próprias raízes, a cineasta Nina Khada vai ao encontro da biografia da avó argelina, Fatima. Nem ela, nem o pai de Nina mostram-se dispostos a falar de sua trajetória de exílio rumo à França.
“Munique’72 e além”. Direção: Stephen Crisman (EUA, 29′, 2016). Quatro décadas depois do ataque terrorista na Vila Olímpica de Munique em 1973, novas entrevistas com testemunhas oculares, autoridades e familiares dos mortos revelam detalhes aterradores sobre o tratamento das vítimas. Estreia mundial.
“O atirador de elite de Kobani”. Direção: Reber Dosky (Holanda, 12′, 2015). Palco de uma das mais encarniçadas batalhas entre o Estado Islâmico e os guerrilheiros curdos, a cidade síria de Kobani, na fronteira com a Turquia, abriga um personagem peculiar – o atirador de elite curdo Haron.
PROGRAMAS ESPECIAIS
“Cidadão rebelde”. Direção: Pamela Yates (EUA, 72′, 2015) Diretor de fotografia premiado com dois Oscars, o filme destaca o lado menos conhecido de Haskell Wexler, documentarista engajado em causas progressistas e autor de títulos fundamentais.
“Claude Lanzmann: Espectros do Shoah”. Direção: Adam Benzine (Canadá/Reino Unido/EUA, 40′, 2015). Apresentando material inédito de “Shoah”, acompanha-se a jornada de seu autor, Claude Lanzmann. Indicado ao Oscar de documentário em curta-metragem 2016.
“Não pertenço a lugar algum – O cinema de Chantal Akerman”. Direção: Marianne Lambert (Bélgica, 67’, 2015). Uma jornada pela vida e obra da cineasta experimental belga Chantal Akerman (1950-2015). De Bruxelas a Tel-Aviv, de Paris a Nova York, o documentário mapeia os cenários de suas peregrinações.
“O homem que matou John Wayne”. Direção: Diogo Oliveira, Bruno Laet (Brasil, RJ, 70′, 2016). Retrato da vida e obra de Ruy Guerra através de depoimentos de colegas, amigos, parceiros, estudiosos e dele mesmo, expondo sua alma poética em canções e poemas, alguns deles inéditos. Estreia nacional.
O ESTADO DAS COISAS
“Atentados: As faces do terror”. Direção: Stéphane Bentura (França, 95′, 2016). Buscando compreender as razões que levaram aos atentados contra o semanário “Charlie Hebdo”, o mercado Hyper Cacher e a casa de shows Bataclan, examina-se as trajetórias de alguns de seus perpetradores.
“Danado de bom”. Direção: Deby Brennand (Brasil, PE, 75′, 2016). Menino solitário criado pelo pai, João Silva descobriu cedo a paixão pelos ritmos nordestinos. Ainda garoto, decidiu ir para o Rio de Janeiro para conhecer o ídolo Luiz Gonzaga. Juntos, compuseram um história de sucesso. Estréia mundial.
“Faraós do Egito moderno (Mubarak/Nasser/Sadat)”. Direção: Jihan El Tahri (França, 3×60’, 2015). Percorrendo episódios-chave da história do Egito, este filme delineia o percurso de três homens-fortes do país: Gamal Abdel Nasser, Anuar el-Sadat e Hosni Mubarak.
“Lampiao da esquina”. Direção: Lívia Perez (Brasil-SP, 82′, 2016 Inspirado no jornal norte-americano “Gay Sunshine”, surgiu no Brasil, em abril de 1978, em plena ditadura, o jornal “O Lampião”, retratando o ponto de vista dos homossexuais sobre diversas questões, inclusive a sexualidade. Estréia mundial.
“O deserto do deserto”. Direção: Samir Abujamra, Tito Gonzalez Garcia (Brasil-RJ, 86′, 2016). O Saara Ocidental é palco de um dos mais longos e menos conhecidos conflitos do mundo. Após a saída dos colonizadores espanhóis, a Espanha entregou o território ao Marrocos e à Mauritânia, provocando uma guerra intermitente e a dispersão da população saharaui. Estreia mundial.
“Overgames”. Direção: Lutz Dammbeck (Alemanha, 164′, 2015). O diretor Lutz Dammbeck investiga a identidade alemã através do estudo de antigos programas de gincanas de televisão.
“Vida ativa – O espírito de Hannah Arendt”. Direção: Ada Ushpiz (Israel/Canadá, 124′, 2015). Através de fotos, filmes caseiros e depoimentos de seus contemporâneos, o filme resgata a figura de uma intelectual que elevou a independência e a transgressão a um novo patamar.
FOCO LATINO-AMERICANO
“Allende meu avô Allende”. Direção: Marcia Tambutti Allende (Chile-México, 90′, 2015) Décadas depois do golpe de Estado no Chile, que derrubou o presidente eleito Salvador Allende em 1973, a neta do ex- presidente conversa com sua avó, mãe, tia e primos para resgatar fragmentos de lembranças do período.
“Favio, a estética da ternura”. Direção: Luis Rodríguez, Andrés Rodríguez (Venezuela, 95′, 2015). O perfil do cantor, ator e diretor argentino Leonardo Favio emerge de depoimentos de seus colaboradores mais próximos e dele mesmo, em sua última entrevista.
“Gabo: A criação de Gabriel García Márquez”. Direção: Justin Webster (Espanha-Colômbia, 90′, 2015). O documentário explora os caminhos inseparáveis da vida e obra do jornalista e escritor Gabriel Garcia Márquez.
“Toponímia”. Direção: Jonathan Perel (Argentina, 82′, 2015). O filme reavalia vestígios da ditadura militar em quatro províncias de Tucumán, na Argentina, quarenta anos após a região ter sofrido forte repressão militar.
RETROSPECTIVA BRASILEIRA – CARLOS NADER
“A paixão de JL” (Brasil-SP, 82′, 2015). Aos 33 anos, o artista José Leonilson começa a gravar um diário íntimo. Esses registros intimistas sofrem, no entanto, o impacto da descoberta de que Leonilson é portador do HIV.
“Carlos Nader” (Brasil, SP, 15′, 1998). Entrevistando poetas como Waly Salomão, filósofos como Antonio Cícero, foliões como Chumbinho e travestis como Jaqueline Kennedy Onassis, Carlos Nader explode o conceito de autobiografia.
“Chelpa Ferro” (Brasil, SP, 52′, 2009). O grupo carioca Chelpa Ferro explora a plasticidade do som e o silêncio das fontes sonoras em performances, instalações e objetos.
“Concepção” (Brasil, SP, 16′, 2001). Um vídeo sobre a concepção do próprio vídeo e da própria vida. O trabalho sugere que tudo aquilo que é concebido transcende a divisão entre mundo exterior e interior.
“Eduardo Coutinho, 7 de outubro” (Brasil, SP, 73′, 2013) Diante da câmera, o maior documentarista brasileiro revela-se como um ser humanista, irônico, pessimista e profundamente impregnado pelo interesse nos seres humanos que entrevistava em seus filmes.
“Homem comum” (Brasil, SP, 103′ | 84′, 2014). Ao longo de quase 20 anos, o cineasta Carlos Nader conviveu com o caminhoneiro paranaense Nilson de Paula e sua família. O festival exibirá duas versões diferentes do filme.
“O beijoqueiro: Portrait of a serial kisser” (Brasil, SP, 29′, 1992). Perfil de José Alves de Moura, um ex-taxista português radicado no Brasil que se especializou em beijar celebridades, o que lhe valeu o apelido de “Beijoqueiro”.
“O fim da viagem” (Brasil, SP, 32′, 1996). Documentário mostra a jornada de um motorista de caminhão que transporta porcos vivos para venda e abate, do Paraná até a Baixada Fluminense.
“Pan-cinema permanente” (Brasil, SP, 83′, 2008). O filme revela algumas das muitas facetas do poeta e compositor baiano Waly Salomão (1943-2003).
“Preto e branco” (Brasil, SP, 73′, 2004). Composto de quatro segmentos, o filme examina o mito da democracia racial no Brasil.
“Tela” (Brasil, SP, 15′, 2010). Sentado na plateia de um cinema, um homem acorda e olha para a tela. “O que é isso?”, ele pergunta para sua namorada. “Um filme”, ela responde. Mas é mesmo um filme?
“Trovoada” (Brasil, SP, 17′, 1995). Vídeo em preto e branco com depoimentos ou poesias de Bill Viola, Waly Salomão e Antonio Cícero sobre o Tempo e as variações do tempo (clima) em suas obras.
MOSTRA ESPECIAL: CINEMA OLYMPIA
“Anéis do mundo”. Direção: Sergey Miroshnichenko (Rússia, 180′, 2015). O filme focaliza a inovação das tecnologias e o aumento da participação feminina nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, em Sochi (Rússia). Estreia mundial.
“Espírito em movimento”. Direção: Sofia Geveyler,Yulia Byvsheva, Sofia Kucher (Rússia, 73′, 2015). O filme acompanha a jornada de seis atletas na disputa por uma vaga para participar dos Jogos Paraolímpicos em Sochi 2014. O foco é o esforço de cada um não só para superar as próprias limitações, mas para levar uma vida normal e ter sucesso.
“Oympia 52”. Direção: Chris Marker (Finlândia/França, 82′, 1954). Primeiro filme do realizador Chris Marker acompanha as Olimpíadas de Helsinque, em 1952, as primeiras com a participação da URSS, sob o signo da Guerra Fria.
“Os campeões de Hitler”. Direção: Jean-Christophe Rosé (França, 102′, 2015). Os nazistas converteram o esporte num dos mais eficazes instrumentos de propaganda de seu objetivo de criação de “um novo homem”. Atletas alemães foram pressionados a quebrar todos os recordes, em nome de anunciar ao mundo a superioridade ariana. Estreia mundial.
“Um novo olhar sobre Olympia 52”. Direção: Julien Faraut (França, 80′, 2013). O diretor Julien Faraut debruça-se sobre “Olympia 52”, de Chris Marker, para demonstrar como a obra ultrapassou sua origem como trabalho de encomenda.
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Por Bruno Vieira | Reprodução Site O Globo
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