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[Especial] Caramuru – A Invenção do Brasil (2001)

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Caramuru – A Invenção do Brasil narra de forma afetiva, lúdica e bem-humorada uma das histórias mais remotas do imaginário popular brasileiro: o casamento de Caramuru e Paraguaçu tendo como cenário o paraíso tropical que era o Brasil à época do seu descobrimento. E viaja também às cortes de Lisboa quinhentista na época áurea dos descobrimentos portugueses em primorosa recriação de época.

Conta a lenda que o português Diogo Álvares teria nascido em Viana do Castelo, norte de Portugal, em 1475, e dado às costas brasileiras em 1510.

Por sua vez, Paraguaçu teria nascido na ilha de Itaparica, em frente à cidade de Salvador. Itaparica seria também o nome do chefe dos tupinambás, pai da jovem índia.

Logo o encontro amoroso de Caramuru e Paraguaçu ganha um desdobramento inesperado mas muito bem-vindo. Não é que Moema, irmã mais jovem de Paraguaçu, também se encanta pelo estrangeiro e é plenamente correspondida? O que em outras épocas poderia provocar uma história de sangue transformou-se apenas no primeiro triângulo amoroso da história do país.

Com direção de Guel Arraes e roteiro de Guel Arraes e Jorge Furtado, o filme traz Selton Mello como Diogo Álvares, o Caramuru, Camila Pitanga, como Paraguaçu, e Déborah Secco como Moema, irmã de Paraguaçu. Também estão no elenco Tonico Pereira (Itapararica), Débora Bloch (Isabelle), Luis Mello (Vasco de Athayde), Pedro Paulo Rangel (Dom Jayme) e Diogo Vilela (Heitor).

Com filmagens realizadas em Portugal (Palácio de Queluz, Castelo de Leiria, Mosteiro da Batalha) e Brasil (praia de Picinguaba, no litoral paulista) e estúdios da Central Globo de Produção, no Rio de Janeiro, Caramuru – A Invenção do Brasil foi inteiramente filmado no sistema de alta definição de imagem, o HDTV, com direção de fotografia de Felix Monti. A concepção musical é de Lenine, a produção musical de Carlinhos Borges, a direção de arte de Lia Renha e os figurinos de Cao Albuquerque.

Para inventar o Brasil, Guel Arraes e Jorge Furtado pesquisaram as inúmeras influências que fazem parte da história do país – de Macunaíma a texto de Camões, e somaram rigor com irreverência, humor com afeto, confronto com leveza em uma comédia histórica focalizando a origem de alguns dos bons e maus costumes desta terra.

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O descobrimento do Brasil em 1500 faz parte do grande ciclo das descobertas portuguesas iniciado em 1415. Nessa época, Portugal tornou-se o país mais empreendedor e ativo da Europa. Destoava do mundo de então pela audácia de alargar as fronteiras marítimas graças aos conhecimentos náuticos portugueses. Lisboa fervilhava de aventureiros, cavaleiros, navegantes, astrônomos e especialistas no astrolábio e no quadrante.

Houve em torno dos sucessos da navegação portuguesa uma conspiração de silêncio. A espionagem dos países concorrentes campeava entre a população à procura de informações a respeito do comércio marítimo português para a Ásia. Pagava-se um bom dinheiro por mapas que fornecessem indicações seguras.

Com as viagens dos descobrimentos, os portugueses tiveram de considerar o regime dos ventos e das correntes no Atlântico. Esse fato implicou, a partir de meados do século XV, na necessidade de realizar uma navegação oceânica longe da costa. Surgia assim a náutica astronômica – isto é, a capacidade de conhecer a posição aproximada dos navios em alto mar.

D. Henrique fez de Sagres um centro de cartografia, navegação e construção naval. Sabia que o desconhecido só poderia ser descoberto se fossem claramente assinaladas as fronteiras do conhecido. Isto significava atirar para o lixo as caricaturas desenhadas por geógrafos cristãos e substituí-las por mapas cautelosos e fragmentados.

O Infante exigiu que seus marinheiros fizessem diários de bordo e cartas precisas e anotassem, pelo uso dos seus sucessores, tudo quanto vissem da costa.

Na expedição de Pedro Álvares Cabral, os relatórios do capitão-mor e dos pilotos enviados com Gaspar Lemos desapareceram ou foram destruídos. Restaram, como testemunhas autênticas da viagem, as cartas de Pero Vaz de Caminha, mantidas em segredo durante muitos anos, e a de Mestre João.

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Personagem exemplar da história dos 500 anos de Brasil, Diogo Álvares Correia – o Caramuru -, viajava em direção às Índias e terminou naufragando na Bahia de Todos os Santos em 1510. Seus companheiros de embarcação foram devorados pelos tupinambás.

Capturado, foi levado para ser devorado festivamente. Paraguaçu, filha do cacique, apaixonou-se por Diogo, que acaba conseguindo se impor ao encontrar pólvora e algumas armas. Ao disparar um tiro, salva sua vida e ganha o apelido de Caramuru, o Filho do Trovão (há uma outra versão para o apelido. Caramuru em tupi é o nome de um peixe que vive entre as pedras, na beira do mar, local onde Diogo foi encontrado). Diogo casa-se com Paraguaçu e torna-se chefe dos tupinambás. Casa-se também com Moema, irmã mais jovem da esposa e passa a ter uma vida de rei. De acordo com a lenda, confirmada pela versão de Santa Rita Durão, o náufrago teria sido recuperado por uma nau francesa e, em companhia de Paraguaçu, ido à corte francesa, partindo posteriormente para Portugal, mas retornando ao Brasil.

Conta-se que Caramuru e Paraguaçu tiveram quatro filhas que se casaram com colonos portugueses.

Quando o primeiro governador-geral Tomé de Sousa chegou à Bahia em 1549, Caramuru ainda vivia, assim como durante o governo de Duarte da Costa. Foi sepultado no mosteiro dos jesuítas em Salvador, ao lado da mulher índia, batizada com o nome de Catarina.

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PERFIL DOS PERSONAGENS

Diogo Álvares/Caramuru (Selton Mello) – Artista português ingênuo, tem mania de melhorar a realidade nas telas. É envolvido em roubo de mapas, punido com o degredo e chega ao Brasil. Se encanta com Paraguaçu e sua irmã Moema. Na dúvida, ficou com as duas. Deu um tiro por acaso e entrou para a História.

Paraguaçu (Camila Pitanga) – Dengosa, sensual, livre de preconceitos. Vive como a natureza manda, e só tropeça na vida quando vai a Portugal e tenta subir uma escada.

Moema (Débora Secco) – Irmãzinha mais nova de Paraguaçu, se encanta com o cunhado e é correspondida, fortalecendo ainda mais a harmonia familiar. Pena que não sabia nadar.

Cacique Itaparica (Tonico Pereira) – O chefe dos Tupinambás, pai de Paraguaçu e Moema, pode ser visto como um antecessor de Macunaíma: preguiçoso, malandro, divertido.

Vasco de Atahyde (Luís Mello) – Navegador de origem nobre, morre de inveja da concorrência. É o vilão da história que pune Diogo Álvares com o degredo que se transforma na descoberta da felicidade no novo mundo.

Isabelle (Débora Bloch) – Cortesã francesa, adora roupas, luxo e intrigas palacianas. Acha-se espertíssima e nem lhe passa pela cabeça cheia de adornos que um dia perderá o jogo para uma índia que substitui o verniz europeu por uma esperteza natural cheia de graça.

Heitor (Diogo Villela) – Degredado de carteirinha, sabe tudo sobre a sobrevivência em naus em busca de novas terras. Representa o mochileiro de outros tempos.

Dom Jayme (Pedro Paulo Rangel) – Cartógrafo do rei, prefere não se comprometer, mas acaba se envolvendo na disputa que provocará o degredo de Diogo Álvares.

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GUEL ARRAES – diretor e co-roteirista – Até o ano 2000, Guel Arraes era visto como um dos grandes renovadores da TV no Brasil. Com o lançamento de O Auto da Compadecida em setembro de 2000, passou a ser também pioneiro na experiência de adaptar um produto da TV para o cinema. A operação, vista por muitos como de alto risco, não podia ter sido mais vitoriosa: com mais de 2 milhões de espectadores, ocupou o primeiro lugar de bilheteria para filme nacional do ano. Além do sucesso de público, O Auto da Compadecida conquistou também o aplauso da crítica e prêmios em quatro categorias no Grande Prêmio Brasil: melhor diretor, ator (Matheus Nachtergaele), lançamento em cinema (Columbia Pictures) e roteiro.

Como criador, autor, produtor e diretor, Guel Arraes esteve à frente de marcos da TV Globo, onde trabalha desde 1981, participando na direção e criação do seriado Armação Ilimitada, do programa TV Pirata, marco do humorismo na TV brasileira, e do Programa Legal, com Regina Casé e Luís Fernando Guimarães.

Em 1993, Guel Arraes deu início ao projeto de dramaturgia especial, voltada para inovadoras adaptações de clássicos da literatura e do teatro, como Memórias de um Sargento de Milícias, O Besouro e a Rosa, O Mambembe, Lisbela e o Prisioneiro, O Auto da Compadecida. Entre as realizações do núcleo de dramaturgia especial, está também Comédia da Vida Privada, inspirados em crônicas de Luís Fernando Veríssimo, e roteiro de Jorge Furtado, João Falcão e Guel Arraes, e os mais recentes sucessos da TV: Brava Gente, A Grande Família e Os Normais.

Caramuru – A Invenção do Brasil, concebido para comemorar os 500 anos do descobrimento, assinala a parceria de dez anos entre Guel Arraes e Jorge Furtado.

Entrevista: Guel Arraes

Como você define o filme Caramuru – A Invenção do Brasil?
Uma comédia romântica histórica narrada em tom de fábula. Embora o encontro de Caramuru e Paraguaçu se baseie em fatos reais, trabalhamos as referências da História com muita liberdade. E surpreendentemente, o filme está mais leve e mais popular do que a minissérie, enquanto devia ser o contrário – era de se esperar um produto para a TV mais leve que para o cinema. A série era um docudrama, mistura de jornalismo com ficção, e a parte mais documental não está no filme, no qual predomina a comédia em torno do triângulo amoroso entre Caramuru, Paraguaçu e sua irmã Moema nos primeiros anos da História do Brasil.

Caramuru repete o percurso de O Auto da Compadecida ao migrar da TV para o cinema. Quais os paralelos entre os dois projetos?
Para levar O Auto da Compadecida para o cinema a gente simplesmente condensou a série da TV de 2h40 para 1h40. Já o filme Caramuru tem um resultado final bem diferente da série. Para fazê-lo nós extraímos do seriado, que era um “docudrama” misturando cenas de ficção e informações históricas, apenas a história de Caramuru e Paraguaçu, eliminando a parte documental. A preocupação deixou de ser comemorar os 500 anos do descobrimento do Brasil para narrar em tom de comédia uma história que tem como pano de fundo aquela época. Como o programa foi exibido durante a semana de comemoração dos 500 anos do descobrimento, as referências históricas e documentais faziam sentido. Tivemos a preocupação de transmitir essas informações de forma leve e atraente, desde a narração do Marco Nanini à criação de cenas de animação, encenações, vinhetas. Na edição para o cinema cheguei a pensar na inclusão de alguma narração, mas consultando várias pessoas envolvidas com o projeto cheguei à conclusão de que o filme deveria se voltar para a história do relacionamento de Caramuru e das índias.

E quanto às opções narrativas entre os dois filmes?
O Auto da Compadecida se baseava em um clássico da literatura brasileira, e procurei ficar o mais próximo possível deste modelo. Eu diria que A Invenção do Brasil, na falta de um termo melhor, é uma obra pop, com as vantagens, desvantagens e imperfeições do gênero.

O Auto fazia uma espécie de reverência à geração anterior através de um grande autor preocupado com a valorização da cultura popular. Invenção estaria mais ligado à minha geração, marcada pela retomada nos anos setenta das teses dos modernistas sobre a cultura brasileira. O projeto representa também dez anos de parceria com Jorge Furtado, e reflete muito da nossa experiência, das nossas discussões ao longo desse tempo. Enquanto O Auto foi inspirado em Ariano Suassuna e aspectos regionalistas, A Invenção teve por base os modernistas, e Macunaíma talvez tenha sido a grande luz para a nossa criação. Não quanto à trama ou o personagem mas em relação ao olhar que lança sobre o Brasil.

Que linhas vocês seguiram nesta criação?
O projeto foi totalmente desenvolvido a quatro mãos com o Jorge Furtado. Quando pensamos em um tema para os 500 anos, passamos a ler dezenas de livros, romances, pesquisas históricas. E o Jorge chamou a atenção para a lenda do Caramuru, e de como a história do Brasil começava com um casal, e que esta seria uma história exemplar. Passamos a desenvolver o roteiro e acho que A Invenção resultou em uma pequena utopia do Brasil justificada pela História. Até 1530, embora também houvesse massacres e matança de índios, a relação de forças entre portugueses e índios era muito diferente. Muitas vezes, três ou quatro portugueses eram colocados no meio de uma tribo, e os dois lados tinham que se entender. Essa situação criou uma espécie de convivência inevitável, às vezes através da força, outras através do entendimento, como no caso de Caramuru.

Como vocês chegaram ao tom de humor e leveza para narrar a história?
Queríamos contar um pouco desta fábula meio à maneira modernista, neo-tropicalista, aplicada às cores, música, elementos de chanchada, que são as principais influências da nossa geração. E esta mistura nos possibilitaria também falar do Brasil de hoje. Não fizemos o épico próprio a essas ocasiões comemorativas, até porque o Brasil permite este humor e fantasia, uma abordagem menos sisuda da História. O filme tem este tom evocativo, para comemorar nossa nacionalidade, nosso sentimento. E escolhemos o tom de comédia romântica, um ar de utopia abordado com leveza e humor para falar desses nossos 500 anos.

Como foi para você inventar o Brasil?
Uma emoção muito particular. O projeto teve muito a ver como o meu reencontro com o Brasil há 20 anos. Vivi muito tempo fora, e fiquei deslumbrando quando voltei. Viajei de Belém ao Rio de carro, de ônibus, encantado com a paisagem, com a beleza das brasileiras e dos brasileiros. Por mais que eu estivesse ligado às coisas do Brasil, talvez pela ditadura, a minha visão do país tenha ficado meio sisuda. Cheguei logo depois da abertura, quando tudo parecia possível. E a história de Caramuru tem um aspecto interessante: ele tem a possibilidade de voltar para a França, mas escolheu viver no Brasil. A sua ligação com o país começou como necessidade e terminou como opção. Nesse sentido, também é uma história exemplar, quase uma bula de como virar brasileiro.

No tratamento da história, houve a preocupação em ser politicamente correto?
Houve a preocupação em sermos evocativos, em comemorar os 500 anos como uma festa para celebrar o nascimento do Brasil. O filme não tem culpa, ele nasce de um sentimento de amor pelo Brasil, de querer gostar de ser brasileiro, o que permite também uma irreverência à História, com respeito mas com criatividade. Muitas informações históricas estão no subtexto, e o conhecimento da época nos permitiu alguns anacronismos: a rigor, o visual de Isabelle deveria ser mais recatado, típico do início do Renascimento, mas optamos por um visual mais arrojado, para mostrar uma mulher à frente do seu tempo. As regras sexuais de nossos índios eram muito diferentes da dos europeus e isso nos inspirou a contar o nascimento do Brasil a partir de um casal com certa liberdade sexual e de relacionamento, e com uma particularidade: este primeiro casal já era um triângulo permitido.

Como vocês chegaram à representação dos índios?
Em A Invenção do Brasil todos os personagens são brasileiros – de Paraguaçu a Caramuru.

Como eu disse, Macunaíma foi um pouco a luz que orientou o projeto, e ele é índio e vira branco e é brasileiro. Por mais que se diga que descendemos de índios, brancos e negros, se colocássemos uma índia para fazer o papel de mocinha em um filme ou seriado de TV, ela seria vista com olhar estrangeiro. Assim, as índias do filme são quase garotas de praia, mas funcionando como índias de época. Já o Caramuru representaria aquele estrangeiro que existe dentro de nós: quando vamos a uma favela, também nos sentimos meio gringos diante de uma escola de samba. As roupas das índias foram resultado de muita pesquisa e só utiliza material natural, como cascas de cocos, resinas, cordas, escamas de peixes, penas. A maquiagem, quase futurista, também foi uma recriação. A maior questão da interpretação da Camila e da Déborah foi definir como falariam. Enquanto a maior parte do elenco usa um português um pouco mais castiço, elas falam um português arrevesado, um “macunaimês”, com expressões da Bahia, do Sul, do Nordeste. E essa prosódia deveria ser a mais natural possível.

Como você trabalhou com o elenco?
O mesmo método de O Auto: muita leitura, muito ensaio, muita marcação, como no teatro. Escolhemos atrizes da nova geração para representar o Brasil, enquanto a Europa vem representada por atores mais experientes. O Selton foi a confirmação do que eu já achava em O Auto: além de um comediante de primeira linha, é um grande companheiro de filmagem – ele sabe tudo que interessa ao ator. Pensamos no personagem com cara de anjo – um pouco inspirado no Cândido do Voltaire. A Camila trabalhou muito, estudou o texto com perfeição, sabia as falas de trás prá frente. Ela e Déborah desenvolveram um trabalho de dupla, com uma cumplicidade muito bacana, e embora não sejam parecidas, passaram uma irmandade resultado de uma sintonia muito fina.

Se O Auto foi pioneiro na filmagem de um projeto para TV em película, A Invenção traz o pioneirismo de ter sido filmado em HDTV. Por que você optou por esse processo?
Esta opção talvez tenha sido o nosso maior risco, mas que acabou totalmente revertido a nosso favor. Como o produto tinha dupla linguagem, a princípio pensei em filmar a ficção em 35mm e a parte documental em vídeo. Como essa parte tinha muitos efeitos e utilizava amplo material de arquivo, optei pelo HDTV basicamente por duas razões: economia de custos e pela experiência. Ainda não estava seguro quanto ao resultado técnico final, que acabou revelando uma qualidade perfeita.

E quais as vantagens desta utilização do HDTV?
No Brasil, sem dúvida o HDTV abre uma nova perspectiva na ligação entre cinema e TV. As vantagens são inúmeras, sobretudo para um diretor de TV como eu: o equipamento é mais leve, não há problemas de gastar película, todo o processo é mais fácil e mais rápido. No caso de A Invenção, talvez a grande vantagem tenha sido utilizar toda a experiência técnica da Globo, como o olhar, os técnicos, equipamentos, o padrão de produção. A TV tem artistas, autores, atores, figurinistas, cenógrafos e técnicos que fazem cinema para a TV, mas na hora de filmar em película há uma certa inibição. Embora em O Auto tivéssemos utilizado o máximo do staff da TV, quando se roda em película, uma parte do staff fica alijado. No caso do HDTV não há esta transição, a integração entre TV e cinema é imediata, o controle de todas as etapas é total, dos créditos iniciais à copia final. O produto só vai para o laboratório para ser kinescopado. A meu ver, esta tecnologia pode transformar a Globo no maior estúdio de cinema do país.

Caramuru – A Invenção do Brasil aborda de forma bem-humorada, lúdica e sensual o encontro de dois mundos e as muitas possibilidades de trocas afetivas e culturais.

Fonte: Webcine

 

 

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