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[Lista] 10 Grandes Compositores de Trilhas Sonoras do Cinema

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Procurando sobre trabalhos de grandes compositores de trilhas sonoras do cinema, nos deparamos com uma lista feita pelo site Omelete, que elegeu dez compositores que marcaram a história da sétima arte com suas trilhas sonoras. Achamos tão boa e bacana, que compartilhamos agora, essa lista com vocês!

Alan Menken

Conhecido por seu trabalho em trilhas sonoras de animações da Disney, Alan Menken dominou o Oscar no fim da década de 1980 e meados dos anos 1990. Entre suas composições mais conhecidas estão as trilhas de A Pequena Sereia (The Little Mermaid, 1989), A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 1991), Aladdin (1992) e Pocahontas (1995), que lhe renderam dois Oscars cada um, totalizando oito estatuetas da Academia em um período de seis anos.

Criado em uma família de dentistas apaixonados por música, Menken nutria o desejo de ser compositor, mas passou alguns anos escrevendo jingles publicitários e se apresentando em bares, na esperança de tornar-se um cantor-compositor como Elton John. Para agradar aos pais, increveu-se em uma oficina da Broadcast Music, Inc. Foi nestas aulas que Menken percebeu que gostava do desafio de criar música para personagens e adaptar histórias. “Descobri que eu tinha um dom para escrever material para cinema, que é fácil de compreender e que tem um toque contemporâneo”, explicou o compositor. Antes de criar trilhas para cinema, Menken teve a Broadway como seu “berço” – seu primeiro trabalho a ganhar reconhecimento foi A Pequena Loja de Horrores (Little Shop of Horrors), musical de teatro que virou filme em Hollywood e lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar.

Entre seus trabalhos recentes está Encantada (Enchanted, 2007) e Enrolados, nova versão do clássico conto de fadas de Rapunzel.

Bernard Herrmann

A mais conhecida composição da extensa carreira de Bernard Herrmann (1911-1975) é a trilha sonora de Psicose (Psycho, 1960). A colaboração com o diretor Alfred Hitchcock rendeu a marcante cena do chuveiro, em que violinos prenunciam a morte de Marion Crane, vivida por Janet Leigh. Além de Psicose, Herrmann trabalhou em quase todos os filmes do diretor entre 1955 e 1964, rendendo outros clássicos como Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958) e Intriga Internacional (North by Northwest, 1959).

Herrmann iniciou sua carreira nos programas de rádio da década de 1930, em que regia a Orquestra Simfônica da CBS, apresentando ao grande público composições pouco conhecidas da música clássica. Ganhou fama ao trabalhar ao lado de Orson Welles na dramatização para rádio do romance Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, em 1938, que fez muitos ouvintes entrarem em crise de pânico, temendo a “invasão alienígena”. O compositor também acompanhou a passagem de Welles para o cinema e criou a trilha sonora de Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941).

Foram criadas por Herrmann também as trilhas de filmes de ficção científica que marcaram os anos 50 e 60, como Viagem ao Centro da Terra (Journey to the Center of the Earth, 1959) e O Dia em que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still, 1951). Colaborou ainda com François Truffaut em Fahrenheit 451 (1966), e com o diretor Ray Harryhausen, conhecido por suas animações em stop-motion, em Jasão e os Argonautas (Jason and the Argonauts, 1963) e Simbad e a Princesa (The Seventh Voyage of Sinbad, 1958). Seu último trabalho completo foi Taxi Driver (1976), de Martin Scorsese.

Danny Elfman

Com uma carreira musical iniciada na banda oitentista Oingo Boingo, Danny Elfman é hoje um dos mais procurados compositores de trilhas sonoras. Ele já havia criado a trilha sonora de Forbidden Zone (1980), estreia como diretor de seu irmão mais velho, Richard Elfman, quando o então aspirante a cineasta – e fã do Oingo Boingo – Tim Burton o convidou para compor a trilha de A Grande Aventura de Pee-Wee (Pee-wee’s Big Adventure, 1985).

A parceria com Burton fez a carreira de Elfman deslanchar em Hollywood e a lista de colaborações não para de crescer, incluindo desde Batman (1989), ao musical em stop-motion O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas, 1993), passando por A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory, 2005), A Noiva Cadáver (Corpse Bride, 2005) e Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 2010). Entre outros trabalhos notaveis de sua carreira estão a música de abertura de Os Simpsons e as trilhas indicadas ao Oscar de Homens de Preto (Men in Black, 1997), Gênio Indomável (Good Will Hunting, 1997), Peixe Grande (Big Fish, 2003) e Milk – A Voz da Igualdade (Milk, 2008).

Ennio Morricone

Considerado um dos mais influentes compositores do cinema, o romano Ennio Morricone tem como trabalhos mais marcantes as trilhas de Por um Punhado de Dólares (Per un Pugno di Dollari, 1964), Por uns Dólares a Mais (Per Qualche Dollaro in Più, 1965) e Três Homens em Conflito (Il Buono, il Brutto, il Cattivo, 1966). Dirigidos por seu amigo de colégio Sergio Leone e estrelados pelo então desconhecido Clint Eastwood, estes três filmes foram marcos definidores do “western spaghetti”, faroestes filmados na Europa devido aos custos menores de produção.

Morricone já mostrava talento natural desde criança quando, aos seis anos, escreveu suas primeiras composições. Incentivado por seu pai, um trompetista de jazz, ele iniciou sua educação formal na música aos 9 anos. Em sua carreira, compôs para mais de 40 faroestes do “bang-bang à italiana”. Trabalhou ao lado de diretores como Elio Petri, Gillo Pontecorvo, Giuseppe Tornatore, Bernando Bertolucci e Brian de Palma. Destacam-se também as trilhas de Era uma Vez no Oeste (Once Upon a Time in America, 1984), A Missão (The Mission, 1986), Os Intocáveis (The Untouchables, 1987) e Kill Bill (2003), escrita especialmente para seu fã de longa data Quentin Tarantino.

Hans Zimmer

Com um currículo numeroso e invejável, o alemão Hans Zimmer ganhou um Oscar pela trilha sonora de O Rei Leão (The Lion King, 1994). No entanto, as animações não são seu território habitual. Entre as mais de 100 trilhas em que trabalhou estão os filmes Rain Man (1988), Melhor é Impossível (As Good as it Gets, 1997), Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line, 1998), Gladiador (Gladiator, 2000), Pearl Harbor (2001), O Último Samurai (The Last Samurai, 2003), O Código Da Vinci (The Da Vinci Code, 2006) e a série Piratas do Caribe – só para citar alguns.

 

Mas seus trabalhos mais notáveis são as recentes colaborações com o diretor Christopher Nolan, para quem compôs as trilhas de Batman Begins (2005), Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008) e A Origem (Inception, 2010). Zimmer tem como marca principal a mistura de elementos eletrônicos com orquestras tradicionais, o que torna suas composições perfeitas para adaptações de clássicos modernizados, como Sherlock Holmes (2010), e construção dramática de cenas de ação, rendendo um convite para trabalhar em Call of Duty: Modern Warfare 2 ao lado de Lorne Balfe, marcando a primeira composição de Zimmer para videogames.

Howard Shore

Entre os trabalhos mais recentes – e de maior destaque – do compositor canadense Howard Shore, está a premiadíssima trilha sonora da trilogia O Senhor dos Anéis (Lord of the Rings). Mas apesar de muitos hoje associá-lo à adaptação ao cinema dos livros de J.R.R. Tolkien, Shore também foi um dos criadores de Saturday Night Live, o que demonstra sua versatilidade.

Sua carreira em trilhas para cinema começou em Os Filhos do Medo (The Brood, 1979), de David Cronenberg, e desde então Shore compôs para todos os filmes do cineasta, com a exceção de Na Hora da Zona Morta (The Dead Zone, 1983). A parceria rendeu mais de 12 longas, entre eles Sua Mente pode Destruir (Scanners, 1981), A Mosca (The Fly, 1986) e Crash – Estranhos Prazeres (Crash, 1996).

Uma das canções originais de O Senhor dos Anéis, “The Bridge of Khazad Dum”, foi utilizada mais tarde no primeiro trailer de “Homem de Aço”.

Shore também colaborou com diretores como David Fincher, em Seven – Os Sete Crimes Capitais (Se7en, 1995), Jonathan Demme – em O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991) e Filadélfia (Philadelphia, 1993) -, e Martin Scorsese, para quem criou a trilha de O Aviador (The Aviator, 2004), Gangues de Nova York (Gangs of New York, 2002) e Os Infiltrados (The Departed, 2006).

Jerry Goldsmith

Considerado um dos mais prolíficos compositores do cinema do século 21, Jerry Goldsmith (1929–2004) tem no currículo clássicos dos mais variados gêneros, demonstrando sua versatilidade ao transitar por blockbusters de ação, suspense, ficção científica e terror.

Sua maior colaboração foi com o diretor Franklin Schaffner, para quem escreveu as trilhas de O Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, 1968), Patton (1970), Papillon (1973). Na ficção científica, compôs para filmes como Alien – O Oitavo Passageiro (Alien, 1979), Jornada nas Estrelas – O Filme (Star Trek: The Motion Picture, 1979) e O Vingador do Futuro (Total Recall, 1990). Na ação, trabalhou na música de Rambo (First Blood, 1982) e suas continuações. Sua carreira ainda traz outros trabalhos notáveis, que vão desde o neo-noir Chinatown (1974), passando por filmes de aventura como Gremlins (1984), o policial Los Angeles – Cidade Proibida (L.A. Confidential, 1997), Instinto Selvagem (Basic Instinct, 1992) até animações como Mulan (1998) e Looney Tunes de Volta à Ação (Looney Tunes Back in Action, 2003).

Goldsmith iniciou sua carreira na emissora de TV CBS e, ao migrar para o cinema 1962, já recebeu sua primeira indicação ao Oscar, por Freud, Além da Alma (Freud), de John Huston. No entanto, sua única estatueta da Academia foi no terror, por A Profecia (The Omen, 1976).

John Williams

Uma das principais conquistas do maestro John Williams foi fazer aquilo que alguns duvidavam ser possível: dar à música clássica um caráter pop. Quem nunca cantarolou por aí a trilha sonora de Indiana Jones, a marcha imperial de Star Wars ou se imaginou voando ao som da música do Superman?

A lista de hits compostos por Williams para o cinema ainda incluem trabalhos para E.T. – O Extraterrestre (E.T. – the Extra-Terrestrial, 1982), Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Degree, 1977) e o clássico tema de duas notas criado para Tubarão (Jaws, 1975), todos de Steven Spielberg, diretor com quem mais trabalhou. Williams compôs para quase todos os seus filmes – as únicas exceções são A Cor Púrpura (The Color Purple, 1985) e Encurralado (Duel, 1971), sua estreia na direção.

Antes de escrever suas próprias trilhas, para séries TV como Perdidos no Espaço e O Túnel do Tempo, Williams iniciou sua carreira sob a tutela dos mestres Bernard Herrmann, Alfred Newman, Henry Mancini e Franz Waxman.

Max Steiner

Se tivéssemos que citar apenas um trabalho de destaque do compositor austríaco Max Steiner (1888-1971), sem dúvida seria …E O Vento Levou (Gone with the Wind, 1939), um dos maiores clássicos da sétima arte. Steiner é chamado por muitos de “pai da trilha sonora”, pois foi um dos primeiros compositores a escrever música pensada exclusivamente para o cinema e, juntamente com Franz Waxman, Erich Wolfgang Korngold, Alfred Newman e Miklós Rózsa, solidificou o ramo das trilhas sonoras incidentais.

Entre suas contribuições ao cinema estão as trilhas de King Kong (1933), Ela, a Feiticeira (She, 1935), Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers, 1935) e Nasce uma Estrela (A Star is Born, 1937). Além de compositor, Steiner também era maestro e conduziu orquestras para vários filmes estrelados pela dupla dançante Fred Astaire e Ginger Rogers, incluindo aí O Picolino (Top Hat, 1935) e Roberta (1935). Somou 18 indicações ao Oscar, ganhando o prêmio três vezes por O Delator (The Informer, 1935), A Estranha Passageira (Now, Voyager, 1942) e Desde Que Partiste (Since You Went Away, 1944).

Nino Rota

Considerado uma criança prodígio, Nino Rota (1911-1979) inicou seus estudos musicais em Milão, sua cidade natal, mas terminou-os nos EUA, sob a supervisão dos mestres Rosario Scalero e Fritz Reiner. Deixou sua marca no cinema compondo para o diretor Federico Fellini, trabalhando em todos os seus filmes entre Abismo de um Sonho (Lo Sceicco Bianco, 1952) e Ensaio da Orquestra (Prova d’orchestra, 1978), período que compreende os clássicos A Doce Vida (La Dolce Vita, 1960), 8½ (1963) e Satyricon de Fellini (1969), para citar só alguns.

Outra parceria de sucesso foi com o diretor Luchino Visconti, compondo as trilhas de Rocco e Seus Irmãos (Rocco e i suoi fratelli, 1960) e O Leopardo (Il Gatopardo, 1963). Também criou as trilhas de Romeu e Julieta (1968), de Franco Zeffirelli, e os dois primeiros filmes da trilogia O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola.
Reprodução Site Omelete

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Sobre Bruno Vieira (760 artigos)
Estudante de Comunicação Social – Publicidade, tem 27 anos e adoraria se lembrar do primeiro filme que viu em sua vida, mas o que passa em sua mente são flashs de sessões da tarde, com muitas aventuras, romances e filmes de terror da década de 80 e 90. Aprendeu a amar e se emocionar ( e tem prazer em chorar ) com o gênero drama. Gosta de comédia e ação e adora musicais e fantasia. Outro amor são as animações, filmes de heróis e tudo aquilo que faça qualquer um viajar com o poder da imaginação. Se identifica muito com o personagem Woody (Toy Story) pelo o quanto ele valoriza e faz pelas amizades. Um herói? Claro… O Homem-Aranha.

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