Confira!

[O Que é?] Trilha Sonora Cinematográfica

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Ao longo do mês de maio, nas sextas, vamos fazer postagens especiais voltadas a falar, explicar, ensinar, sobre diversos assuntos mais técnicos que ajudam a compor toda produção cinematográfica.

Decidimos começar com dando uma base sobre o que é a TRILHA SONORA no cinema. Quem nunca se pegou pensando ou ouviu um amigo, perguntar ou ter dúvida sobre, o que exatamente era a bendita trilha sonora, que algumas premiações fazem questão de premiar (E com toda razão!)? Pois é, creio que todos que apreciam a Sétima Arte, devam se identificar com algum desses casos. Mas vamos lá… O QUE É… TRILHA SONORA CINEMATOGRÁFICA???

Trilha Sonora é, tecnicamente falando, “todo o conjunto sonoro de um filme, incluindo além da música, os efeitos sonoros e os diálogos.” Isso também inclui peças de um programa de televisão ou de jogos eletrônicos. Pode incluir música original, criada de especialmente para um filme, ou outras peças musicais, como canções. A definição de “trilha sonora” se expandiu na década de 1990, com coletâneas do tipo “Music Inspired By”.


Uma Breve História


Desde a primeira e histórica projeção dos irmãos Lumière, em 1895, as imagens da 7ª arte já tinham um acompanhamento musical. Os filmes não tinham trilha sonora, quer dizer, não tinham uma sonoridade que correspondesse exatamente às imagens exibidas. Os filmes não tinham falas e nem canções. O silêncio era quebrado, por músicos que executavam melodias ao vivo, no local de exibição. Porém, o fundo musical era geralmente uma improvisação solo feita por pianistas ou organistas, e a música raramente coincidia com as narrativas da tela. A partir de 1910 começaram a ser editadas partituras para piano e orquestra, que transmitiriam os “climas” apropriados para cenas específicas. No entanto, o problema de sincronização entre cena e trilha sonora ainda não tinha sido resolvido. Só na década seguinte se chegou a uma solução para este impasse, com a encomenda dos primeiros scores, ou seja: música incidental feita exclusivamente para determinado filme.

Com a chegada do som ao cinema, as trilhas sonoras começaram a ocupar um lugar de destaque nas produções. A música para filmes seguiu o desenvolvimento da linguagem cinematográfica: compreendeu o surgimento dos filmes de gênero (como o suspense, que destacou o genial compositor Bernard Hermann, e o western, que tem como ícone o maestro Ennio Morricone), adaptou-se a eles e, mais tarde, abriu espaço na tela grande para as melodias populares.

Pode-se dizer que, no cinema atual, existem duas tendências principais: o cinemão de Hollywood, mais pirotécnico, que usa um tom fantástico e cria realidades paralelas; e o cinema mais “autoral”, que produz filmes hiperrealistas, que tenta se aproximar da vida real e coloca em questão a fronteira entre ficção e documentário.

No caso dos filmes “blockbusters”, a trilha desempenha papel mais significativo, sendo explorada com um viés fantástico. Nesse tipo de filme, é quase uma regra a utilização de grandes e virtuosas orquestras, tocando temas marcantes. John Willians, compositor de músicas para clássicos como “Tubarão” e “Indiana Jones”, é o maior representante desse estilo de trilha sonora.

No caso das obras mais realistas, é simples concluir que nem sempre cabe uma música na vida real. E, quando cabe, normalmente essa música é mais minimalista, pontual. Um bom exemplo de compositor que segue essa linha atualmente é Gustavo Santaolalla, responsável pela trilha dos filmes “21 gramas” e “Babel”. Em “21 gramas”, Santaolalla cria o universo musical de todo o filme usando apenas dois instrumentos: a guitarra e a sanfona. Há casos ainda mais radicais de trilhas minimalistas: o filme “Paradise Now” usa o silêncio de maneira bastante dramática.


Na década de 1990, popularizou-se o conceito de inclusão de canções inspiradas pelo filme (ou programa). De um modo geral, tratava-se apenas de uma jogada de marketing para atingir mais público, e os álbuns sofreram com tal. Um crítico apontou essa tendência como o sintoma de um “gradativo empobrecimento que a música do cinema sofreu” no últimos tempos. No entanto, alguns desses álbuns eram bastante superiores à média. De qualquer modo, as bandas sonoras assemelham-se a álbuns de compilações de vários intérpretes.

Música do filme

A música do filme está de harmonia com o diálogo e a imagem, estabelecendo o tom de um filme. Independentemente de ser clássica, jazz, eletrônica ou qualquer outro gênero, todo o material musical expressamente composto ou exibido num filme pode ser definido como a música do filme.
Temas cinematográficos

Os Temas Cinematográficos são retirados dos filmes. A diferença é que, enquanto os álbuns de Música do Filme apresentam as gravações originais, as coleções de Temas Cinematográficos reúnem material gravado por intérpretes que não tiveram envolvidos com o filme.
Terminologia

Cues: cada trecho de música de um filme, por menor que seja, é chamado de cue. Fazendo uma analogia com a música popular, ela seria equivalente à faixa de um disco, com a diferença de poder durar apenas alguns segundos.

Decupagem: a decupagem, ou spotting em inglês, é o processo que define aonde a música vai estar presente no filme, de acordo com a cena escolhida.

Leitmotif: recurso musical associado à personagens e eventos específicos, empregado de forma recorrente. Ela foi a técnica favorita de Max Steiner (1888-1971), considerado o pai da música do cinema.

Mickeymousing: é uma técnica de composição onde os movimentos da imagem da tela têm um paralelo sincronizado na orquestração. É freqüentemente associada à desenhos animados (daí o nome), e têm como função exercer um efeito cômico. O mickeymousing é considerada uma técnica controversa.

Música original: o termo música original do filme refere-se à parte musical instrumental composta exclusivamente para determinado filme. Seu equivalente em inglês é score, traduzido literalmente como partitura.

Source music: no jargão da indústria cinematográfica, é a música que tanto os espectadores quanto os personagens do filme ouvem. Um exemplo clássico do uso de source music é Sam (Dooley Wilson) tocando “As times goes by” no filme Casablanca (1942).

Tema: um tema (theme, em inglês) é, em geral, “a parte mais reconhecível em uma obra ou trecho musical”.

Temp tracks: uma abreviação de temporary tracks, são peças musicais pré-existentes utilizadas como referência para a composição da música original. Os temp tracks que o diretor George Lucas utilizou para Guerra nas Estrelas – composições de Antonín Dvořák, Franz Liszt e Gustav Holst – serviram de guia para John Williams compor seu premiado score, por exemplo.

Não há um consenso sobre a melhor forma de se conjugar o cinema e a música. Enquanto determinados pesquisadores acreditam que os sons devem se restringir a sua tarefa utilitária e, portanto, precisam estar sujeitos a critérios que definam seu nível funcional, outros consideram a música cinematográfica como um meio de expressão particular, com qualidades e normas estéticas intrínsecas. A trilha sonora não é, assim, secundária a nenhum outro elemento da produção, direção de arte, roteiro, etc.

A trilha sonora mais elaborada é a que torna a narrativa mais densa e rica, harmonizando-se com as outras técnicas cinematográficas e gerando uma experiência emocional original. Ela extrai o melhor de compositores clássicos, das suas criações menos conhecidas, que se transformam em peças célebres ao serem ouvidas em determinadas produções; ou é composta pelos frutos mais significativos dos instrumentistas modernos, que muitas vezes conhecem a fama quando têm seus nomes associados aos mestres do cinema.

Compor uma trilha sonora exige que os responsáveis por ela meditem com cuidado sobre seu desenvolvimento e manejem ferramentas e recursos teóricos compatíveis com o trabalho que está sendo empreendido. Uma produção bem realizada – ao equilibrar cuidadosamente o som, a imagem e as falas dos personagens – permite que a música imprima o caráter de um filme, a sua face específica, seja qual for o estilo musical empregado nesta obra.

Confira grandes nomes de composições de trilhas sonoras

Music (Original Score)
Abaixo, uma breve lista dos ganhadores do Oscar desde 1934, no quesito Canção Original (Original Score):

1938: As Aventuras de Robin Hood: Erich Wolfgang Korngold
1945: Quando Fala o Coração: Miklos Rozsa
1957: A Ponte do Rio Kwai: Malcolm Arnold
1959: Ben-Hur: Miklos Rozsa
1961: Lawrence da Arábia: Maurice Jarre
1962: Bonequinha de Luxo: Henry Mancini
1968: O Leão no Inverno: John Barry
1972: Um Violinista no Telhado: John Williams
1976: A Profecia: Jerry Goldsmith
1977: Guerra nas Estrelas: John Williams
1980: Fama: Michael Gore
1981: Carruagens de Fogo: Vangelis
1991: A Bela e a Fera: Alan Menken
1990: Dança com Lobos: John Barry
1994: O Rei Leão: Hans Zimmer
1997: Titanic: James Horner
2000: O Tigre e o Dragão: Tan Dun
2001: O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel: Howard Shore
2002: Frida: Howard Shore
2005: O Segredo de Brokeback Mountain: Gustavo Santaolalla

Algumas canções são inseridas na gravação da trilha sonora de um filme sem necessariamente terem sido produzidas para essa obra em particular, ou sem que mesmo tenham sido tocadas ao longo do filme. Elas são como coadjuvantes em meio às músicas mais importantes, que realmente definem esta produção.

No final das contas, não há maneira melhor ou pior, certa ou errada de compor trilhas sonoras. Fundamental é assistir a filmes de todas as épocas e ficar de olhos e ouvidos bem abertos para compreender os conceitos, as sensações criadas por cada artista da música cinematográfica.


Fonte: Wikipedia, Tela Br, Info Escola

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Sobre Bruno Vieira (760 artigos)
Estudante de Comunicação Social – Publicidade, tem 27 anos e adoraria se lembrar do primeiro filme que viu em sua vida, mas o que passa em sua mente são flashs de sessões da tarde, com muitas aventuras, romances e filmes de terror da década de 80 e 90. Aprendeu a amar e se emocionar ( e tem prazer em chorar ) com o gênero drama. Gosta de comédia e ação e adora musicais e fantasia. Outro amor são as animações, filmes de heróis e tudo aquilo que faça qualquer um viajar com o poder da imaginação. Se identifica muito com o personagem Woody (Toy Story) pelo o quanto ele valoriza e faz pelas amizades. Um herói? Claro… O Homem-Aranha.

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