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[Especial] Trilogia Um Tira da Pesada

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Lançado nos Estados Unidos no dia 5 de dezembro de 1984, o filme “Um Tira da Pesada (Beverly Hills Cop), é considerado um dos maiores sucessos dos anos 80 e da história do cinema. Lançou Eddie Murphy, que já vinha fazendo um grande sucesso na TV no programa Saturday Night Live, ao estrelato mundial como o detetive de Detroit Axel Foley. Arrecadou 316 milhões de dólares na bilheteria mundial e ganhou dua sequências: Um Tira da Pesada 2 (1987) e Um Tira da Pesda 3 (1994).

O longa conta a história de um policial de Detroit que vai a Beverly Hills, investigar o assassinato de seu melhor amigo e lá faz amizade com dois policiais: Billy Rosewood (Judge Reinhold) e Taggart (John Ashton), que se unem a ele nas investigações.

Curiosidades:

Em 1977, sete anos antes da produção, a primeira versão do roteiro envolveu um policial da costa leste, que foi transferido para Beverly Hills, antes de evoluir para a história de um policial da costa leste que veio para Beverly Hills para vingar a morte de seu amigo.

No DVD do filme, o produtor Jerry Bruckheimer afirmou que o papel de Axel Foley foi oferecido primeiro a Mickey Rourke em seguida, foi oferecido a Sylvester Stallone. Outros atores que foram considerados para o papel de Axel Foley foram Richard Pryor, Al Pacino e James Caan. Em um dos rascunhos anteriores escritos por Stallone, Billy Rosewood foi chamado de “Siddons” e foi morto no meio do caminho através do script durante uma das cenas de ação considerada muito cara para a Paramount produzir. Stallone inclusive utilizou algumas de suas idéias para o roteiro em Stallone Cobra.

O ator Damon Wayans que fez sucesso no Brasil como Michael Kyle, da série Eu, A Patroa e as Crianças fez em Um Tira da Pesada uma de suas primeiras aparições, justamente, na cena mais lembrada do filme, interpretando o rapaz que entrega as bananas para Axel sabotar o carro dos policiais.

A camiseta que Murphy usa no filme é de Mumford High School, uma escola de verdade em Detroit. O Renaissance Center é visível na cena de abertura.

Gill Hill, o ator que interpretou o inspetor Douglas Todd, era um detetive na vida real, no Departamento de Policia de Detroit, que mais tarde tornou-se membro do Conselho da cidade de Detroit e candidato a prefeito, perdendo para Kwame Kilpatrick, em 2001.

Durante seu discurso no Beverly Palms Hotel, Foley finge estar escrevendo um artigo chamado “Michael Jackson: Sentado no Topo do Mundo” para a revista Rolling Stone. Na vida real, a revista Playboy publicou um artigo chamado “Eddie Murphy: Sentado no Topo do Mundo”.

Participação: o comediante Paul Reiser – da série de TV Mad About You (1992-1999) – tem um papel no primeiro e no segundo longa como o policial Jeffrey Friedman.

Recepção:

Beverly Hills Cop foi bem recebido pela crítica e é considerado como um dos melhores filmes de 1984. Eddie Murphy, em particular, recebeu muitos elogios por sua atuação. Hoje é considerado clássico no gênero e mantém índice de aprovação de 83% no site Rotten Tomatoes. O filme também foi escolhido como um dos 1000 Melhores Filmes já feitos pelo The New York Times.

Bilheteria:

O filme foi lançado em 5 de dezembro e exibido em 2,006 cinemas. Estreou em primeiro lugar nas bilheterias fazendo 15,214,805 dólares em sua primeirasemana de lançamento. Graças ao boca a boca, o filme gerou maior receita nas semanas após a primeira semana, com a maior sendo um 20,064,790 em sua quarta semana de lançamento. Ficou por 14 semanas não-consecutivas e empatou com Tootsie em segundo com mais semanas no topo.

O filme arrecadou cerca de $ 234,760,478 no mercado interno e se tornou o filme de maior bilheteria do ano de 1984. O filme também foi o segundo filme de maior bilheteria em todo o mundo em 1984, atrás de “Indiana Jones e o Templo da Perdição”.

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Axel Foley está de volta em ação juntos com seus amigos Rosewood e Taggart para mais uma confusão em Beverly Hills. ‘Um tira da pesada 2’, assim como o primeiro, mantém um roteiro simples, porém com mais cenas de ação. Aqui a investigação é mais complicada, mas Foley mostra que para um bom policial nenhum crime é perfeito. Destaque para Brigitte Nielsen (Karla Fry) a ex-mulher do brucutu Sylvester Stallone que cumpre muito bem o seu papel de uma vilã secundária.

Curiosidades:

Após o sucesso de Um Tira da Pesada a Paramount queria produzir uma série de TV baseada no filme. Foi Eddie Murphy quem vetou a idéia, pois não queria retornar à TV após o sucesso obtido nos cinemas.

Os produtores Don Simpson e Jerry Bruckheimer contrataram Tony Scott para ser o diretor devido ao seu trabalho em Top Gun – Ases Indomáveis (1986).

Estréia de Chris Rock no cinema.

Billy Rosewood possui em seu quarto cartazes de Rambo 2 (1985) e Stallone Cobra (1986), ambos estrelados por Sylvester Stallone.

O nome do vilão Maxwell Dent é uma combinação dos pseudônimos usados por dois autores de revistas de ficção nos anos 30: Maxwell Grant, de “O Sombra”; e Lester Dent”, de “Doc Savage”.

Axel Foley apresenta-se como Richard James ao chegar no clube de tiro. Trata-se de uma referência ao músico de mesmo nome, amigo do ator e que teve seu álbum produzido por Eddie Murphy em 1986.

A placa de carro 2GAT123 também aparece em L.A. Story (1991), Traffic (2000), A Corrente do Bem (2000), Cidade dos Sonhos (2001) e Gostosa Loucura (2001). Trata-se de uma licença fictícia da California, usada em filmes e na TV.

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Dez anos separam o primeiro filme do terceiro. São três diretores, três personagens femininas bem diferentes, duas duplas dinâmicas e uma troca no elenco. É legal ver o elenco, ou parte dele, envelhecido, em vez de fazer uma maquiagem forçada ou simplesmente querer que a gente acredite que o tempo passou, como acontece as vezes com algumas continuações.

Dos três, Um Tira da Pesada 3 é o que mais se distancia dos elementos do filme original. Não tem nem Taggard nem Bogomil, Billy perde um pouco do seu gosto por grandes armas de fogo, Axel finalmente vai parar na cadeia e os personagens secundários perdem um pouco da importância, já que Axel parece resolver tudo sozinho. Mas, diferentemente do segundo, esse volta a ter boa trilha sonora e Serge.

Plotando: Dessa vez é o big boss de Axel que é assassinado. O que parecia ser uma batida policial como outra qualquer se transforma numa enorme e destrutiva troca de tiros. Depois que Todd é acertado, ordena que Axel ache o desgraçado que o atingiu. Com os bandidos é encontrado pistas de que suas identidades são de San Diego e que eles estavam no Wonder World, um parque temático de onde? Califórnia. E lá vai Axel para Beverli Hills rever seu amigo Billy. Imediatamente Axel é apresentado a Jon Flint, um novo parceiro de Billy que não tem mais seu companheiro Taggart . Então Axel já vai pro Wonder World, procurar por pistas e é hostilizado pelos seguranças. É nesse momento que Ellis de Wald, o chefe de segurança, é desmascarado por Axel, que o reconhece como o assassino de Todd. Agora Axel vai ter que se virar pra convencer que de Wald é corrupto, já que ele tem boas relações com a polícia e com a comunidade.

Até que enfim Axel ganha uma namorada. Tava demorando, hein? Ela tem um papel pequeno, mas considerando as outras duas participações femininas, era isso que ia acontecer. Ninguém nem cita Jenny ou Bogomil, só explicam que Taggart se aposentou. E Flint, interpretado por Hector Elizondo, consegue fazer com que a a falta de Taggart não seja sentida, dando alívios cômicos e sendo sério quando é necessário. Mas uma volta triunfal é a de Serge, que ganha bem mais espaço que no primeiro filme e não decepciona.

O tom da comédia também aumenta um pouco, com muito mais situações engraçadas. São detalhes, pequenas coisinhas que, quando notadas conseguem fazer a gente soltar gargalhadas. Como não rir do Flint gritando “Turn that fucking song off!” quando já faz uma meia hora que estamos escutando a musiquinha do parque? Ou no momento em que as duas crianças tão em perigo no brinquedo e o tigre, alce, carneiro, sei lá, tapa os olhos da criança? É um segundo apenas, mas já consegue quebrar um pouco da tensão da cena.

Dessa vez o roteiro não é tão detalhista como nos outros dois, quando tinham que investigar junto com os personagens. Não há muita intriga, nem muita coisa complicada de se entender. As coisas foram mais simplificadas. Talvez porque o roteiro não tem sequer a mão de Eddie Murphy, como tinha no segundo. Mas isso não é de todo mal. É apenas um detalhe. A história ainda é bem desenvolvida e com boas reviravoltas.

E que bom que voltaram pra trilha sonora boa. Patti Labelle e Diana Ross (cuja música com as Supremes fazem uma das melhores cenas do filme).

Fonte: HajaPipoca/PortalWCBnews/AdoroCinema

 

 

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