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[Confira!] Em Cannes, Pedro Almodóvar comenta nome nos Panama Papers

Em Cannes para promover “Julieta”, exibido nesta terça-feira (17) na competição da 69ª edição do festival, Pedro Almodóvar não conseguiu se livrar da inevitável pergunta: a aparição do nome do diretor espanhol e de seu irmão, o produtor Augustín, no escândalo conhecido como Panama Papers, que revelou contas secretas de políticos e celebridades em paraísos fiscais, atrapalhará a carreira dos realizadores e do novo filme? No início de abril, quando os documentos se tornaram públicos, Almodóvar chegou a cancelar os eventos de lançamento do longa-metragem na Espanha.

— Meu nome e o do meu irmão estão entre os menos importantes que aparecem na relação dos Panama Papers. Se fizessem um filme sobre o tema, sequer seríamos figurantes. Mas a imprensa espanhola nos tratou como protagonistas do episódio — ironizou o cineasta de 66 anos, durante a coletiva de imprensa que se seguiu à projeção de “Julieta”. — O essencial é que isso não impeça o público de assistir ao filme.

Recebido com pouco entusiasmo pela plateia de jornalistas em Cannes, “Julieta” devolve o diretor ao território do melodrama protagonizado por personagens femininos. O filme é uma adaptação de três contos da autora canadense Alice Munro, vencedora do Nobel de Literatura, e é centrado na figura da personagem-título, assombrada pela fuga da filha adolescente, 12 anos antes. A trama tenta imprimir algum mistério, mas é sabotada pela artificialidade de algumas situações.

Menos sorte teve “Personal shopper”, do francês Olivier Assayas, vaiado durante a sessão para a imprensa. O novo filme do diretor de “Acima das nuvens” (2014) é uma experiência no gênero terror psicológico, no qual Kristen Stewart interpreta Maureen, jovem médium que trabalha como assistente pessoal de uma celebridade, em Paris. Ao mesmo tempo em que escolhe e compra roupas e joias de grifes para a chefe, ela usa sua sensibilidade para fazer contato com o irmão gêmeo, que faleceu semanas antes.

– Temos nossa imaginação, que é muito solitária, e temos pessoas que perdemos, nossas memórias. Acho que Maureen procura por passagens entre esses dois mundos – disse Assayas.

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Reprodução Site O Globo

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