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[Confira!] Documentário brasileiro ganha prêmio em Cannes

“Cinema novo”, filme dirigido por Eryk Rocha, filho de Glauber Rocha, e produzido por Diogo Dahl, ganhou neste sábado, dia 21, o L’Oeil d’Or (Olho de ouro), prêmio paralelo dedicado ao melhor documentário de todas as mostras do Festival de Cannes, instituído ano passado pela primeira vez.

O documentário fez sua estreia na segunda-feira, dia 16, na programação oficial do festival, dentro da seção Cannes Classics, reservada a clássicos e a preservação da memória do cinema.

“Cinema Novo é um filme-manifesto sobre a vigência de um movimento cinematográfico quase esquecido dos anos 1960”, indicou o júri do prêmio, disputado pelos documentários apresentados em Cannes.

O documentário é um ensaio poético sobre o mais conhecido movimento cinematográfico latino-americano. O filme reflete sobre a importância da revolução cinemanovista a partir do pensamento de seus principais autores, como Glauber Rocha (“Deus e o diabo na terra do sol”), Nelson Pereira dos Santos (“Rio, 40 graus”), Ruy Guerra (“Os fuzis”), Cacá Diegues (“Ganga Zumba”), Leon Hirszman (“A falecida”), e Paulo César Saraceni (“Porto das Caixas”), entre outros.

O diretor, que ainda está em Cannes, disse ao GLOBO que o prêmio “é um reconhecimento para o Cinema Novo”.

“REFORÇA O QUANTO A CULTURA É IMPORTANTE”, DIZ CINEASTA

— Estou muito emocionado, esse prêmio é um reconhecimento para o Cinema Novo, um dos movimentos mais fecundos da história do cinema mundial. É muito significativo e forte estar em Cannes com esse filme nesse grave momento de retrocesso do processo democrático do país. E acima de tudo reforça o quanto é estratégica e essencial a cultura para a formação de um país.
Tanto o prêmio quando o júri desta categoria são paralelos, e não os oficiais do festival. O júri foi presidido pelo italiano Gianfranco Rosi, ganhador do Urso de Ouro em Berlim esse ano e do Leão de Ouro em Veneza há dois anos. O diretor brasileiro Amir Labaki, que organiza o festival É tudo verdade no Rio e em São Paulo, também fazia parte da comissão julgadora.

— O Cinema Novo foi um dos ciclos mais produtivos do cinema brasileiro, e atravessou um dos períodos mais negros da História recente do país, a ditadura militar. Hoje vivemos um outro instante de ruptura na democracia brasileira. Precisamos lutar, cada um a sua maneira, para preservar os valores democráticos — disse Rocha ao GLOBO, no início desta semana.

O documentário do brasileiro disputou o prêmio com outros 16 filmes.

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Reprodução Site o Globo

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