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[Confira!] Documentário revela bastidores do projeto que tinha Nicolas Cage como Super-Homem

Em 1998, entrou em produção um novo filme sobre o Superman, com Tim Burton na direção e estrelado por Nicolas Cage. Apesar do burburinho gerado pela notícia, o projeto foi engavetado pela Warner Bros. Afinal, o que aconteceu? É essa a pergunta presente no título de “The death of ‘Superman lives’: What happened?” (2015), documentário inédito no Brasil que ganha uma exibição hoje, às 19h, na Caixa Cultural, dentro da programação da Mostra Making-of.

O longa de Jon Schnepp tenta não só responder à pergunta, mas também dar uma dimensão de como teria sido “Superman lives”, caso o filme tivesse realmente saído do papel.

— Parei para pensar que deveria haver muita coisa nessa história que as pessoas ainda não tinham contado — diz Schnepp.

Com isso em mente, o cineasta entrevistou os principais envolvidos no finado projeto. Além de Burton, há extensos depoimentos de Kevin Smith, o primeiro roteirista cogitado para assinar a adaptação cinematográfica de “A morte do Superman”, série de histórias publicadas pela DC Comics em 1992. Há imagens valiosas, entre elas um registro amador do momento em que Nicolas Cage experimenta um dos possíveis uniformes do Superman.

— Nicolas Cage teria dado profundidade às personalidades de Kal-El, Clark Kent e Superman — aposta Schnepp.

Uma das coisas que chamam atenção no documentário é como “Superman lives” já estava com a pré-produção avançada. O sentimento entre grande parte da equipe quando o estúdio interrompeu o projeto, portanto, foi de frustração. A decisão foi o resultado de três “ameaças”, diz Schnepp:

— Havia incertezas a respeito das decisões criativas, além da falta de um roteiro pronto que se ajustasse ao orçamento e o fato de que a Warner Bros. tivera um retorno menos do que estelar nas bilheterias daquele ano. Em superproduções, isso é mais comum do que se imagina.

Segundo um relato de Kevin Smith, o produtor Jon Peters chegou a fazer exigências arbitrárias, como proibir Superman de voar e forçar o personagem a lutar contra ursos polares gigantes. Já Tim Burton teria defenestrado o roteiro de Smith.

Assim, ao revelar os conflitos nos bastidores do filme que nunca existiu, o documentário funciona também como uma análise da indústria de Hollywood.

— Muitos filmes emperram numa produção infernal. Todos têm uma história paralela por trás. O resultado final é o que sobra dessa combinação de entidades criativas — resume.

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Reprodução Site O Globo

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