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[Especial] Trilogia Blade

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Antes mesmo dos filmes de super heróis serem essa coqueluche e de Deadpool ser um filme deste sub-gênero para maiores de idade, o herói do segundo escalão da Marvel, meio humano, meio vampiro, já pintava nas telonas. Entre ser queridinho do bajuladíssimo e falastrão Spike Lee e ser um astro de filminhos de ação classe C, Wesley Snipes deu vida a Blade, o personagem mais inesquecível da sua carreira. E convenhamos que, sem Snipes, o personagem e talvez a própria franquia, não tivesse sido tão longe, afinal, além de ser um ótimo ator desperdiçadíssimo pelo rebaixamento a segundo escalão hollywoodiano, o cara luta bem para caramba. Não é a toa que falar de Blade é falar do ator, já que o personagem não vingou na versão para as telinhas e rumores sobre um possível novo filme daquele que anda de dia, agora sob o padrão Marvel de qualidade, envolve o nome do ator. A trilogia também tem outros atrativos, mas, sem dúvida, é o carisma de Snipes que tornou Blade um personagem ícone da sétima arte. Enfim, chega de perder tempo, vamos aos nossos comentários da trilogia do fodão caçador de vampiros.

Blade – O Caçador de Vampiros (1998)

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Baseado no herói dos quadrinhos Blade (Snipes), que ainda no ventre de sua mãe, herda o vampirismo por ela ter sido mordida por um, sendo meio-vampiro, meio-humano, que nos dias atuais o terror nos vampiros, que o chama como “aquele que anda de dia”, caçando-os impiedosamente, contando com o amigo e mentor Whistler (Kristofferson). Sua nova missão é correr contra o tempo para evitar que a doutora Karen Jenson (Wright), recém-mordida por um vampiro, se torna uma da espécie e também embasar os planos maquiavélicos do vampiro Mauricinho Deacon Frost (Dorff).

Estreia em grande estilo do personagem nas telonas, com Snipes muito bem, tanto na atuação, e principalmente, nas sequências de ação, onde ele manda ver. Claramente com um baixo orçamento, o filme conta com um roteiro satisfatório, bem elaborado, com pitadas na dosagem certa de suspense, que só tem como ponto fraco a caracterização do vilão mimadinho e nada ameaçador, o mais fraco da franquia, que de tão irritante e abestalhado, queremos mais é que o herói lhe dê umas palmadas ao invés de largar a porrada. Fora isso, temos um filme que somado aos efeitos especiais nada sofisticados mas eficientes nos presenteia com sequências de ação fodásticas. O resultado final é um filme ágil, que não perde tempo, empolgante e eletrizante do começo a fim, que, conforme foi dito no início deste comentário, inicia com chave de ouro a franquia.

Blade 2 – O Caçador de Vampiros (2002)

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A luta implacável de Blade (Snipes) contra os sanguessugas dos infernos continua, levando-o até o Leste Europeu, em busca do seu fiel amigo Whistler (Kristofferson). Mal ele o encontra e o traz para casa, tem sua residência invadida por uma tropa de elite de vampiros, que apesar de serem treinados por anos para dá fim nele, na verdade estão lá, para levá-lo ileso até o covil dos vampiros, para falar com o chefão, que lhe propõe uma trégua, para caçar um perigosíssimo vampiro (Goss), que morde tanto humanos quanto próprios vampiros.

Não entendo o porquê das antas que colocaram o título nacional aqui no Brasil inventarem de repetir o sub-título do primeiro filme. Porra, todo mundo já sabe que o herói fodão caça vampiros, não é necessário falar de novo, como se fossemos tapados. Mas, enfim, deixando de lado mais uma derrapada dos caras que põem títulos e sub-títulos em filmes no nosso país, o fato é que em Blade II é o ápice da trilogia. Tudo aqui é melhorado a máxima potência, do roteiro muito bem elaborado, passando por Snipes ainda mais a vontade e fodão no personagem, e os efeitos especiais consideravelmente muito mais caprichados que no filme anterior. E a cereja do bolo, sem sombra de dúvida, é a direção do mestre Guillermo del Toro, que conduz o filme com competência e maestria, fazendo do filme, além de ser fodástico, uma prova viva da diferença entre um genial diretor e uma maioria esforçada e competente. Disparado, o melhor da franquia e também um dos melhores filmes baseado em heróis de quadrinhos de todos os tempos.

Blade Trinity (2004)

Blade Trinity

A porra ficou séria na jornada de Blade (Snipes), já que os sanguessugas dos infernos inventam de ressuscitar Drácula (Purcell), simplesmente, o primeiro e o mais fodão dos vampiros, que tem super-poderes, entre eles, o mesmo de Blade de poder andar pelo dia de boa. Só que desta vez nosso herói não está só, já que um grupo de caçadores de vampiros chega junto dele ara encarar o desafio e embasar os planos da vampirada.

O mestre del Toro recebeu a proposta, mas acabou recusando, optando em dirigir simplesmente o primeiro Hellboy e o último filme da trilogia, que tinha tudo para ser o mais fodástico, foi parar nas mãos do produtor David S. Goyer. O resultado é que acabou sendo mais um filme a fazer parte da longa e interminável lista da maldição dos terceiros filmes de uma franquia. Blade Trinity não chega a ser uma bomba total. Traz um bom enredo, o vilão mais fodão da franquia, efeitos especiais ainda mais caprichados, sequências de ação bacanas e o então futuro Deadpool, Ryan Reynolds, roubando a cena com um personagem secundário, que nem fede, nem cheira a trama. O problema é que o filme frustra e deixa bastante a desejar, principalmente, por deixar a claríssima sensação que uma excelente ideia foi jogada no lixo. E o tiro de misericórdia, é o fato de vim logo após ao filme mais fodástico e mais autoral da trilogia. Realmente, é o mais fraco da franquia. Mas, pelo menos não compromete tanto, encerrando, pelo menos até agora, a franquia de forma satisfatória, e nada mais do que isso.

Reprodução: Cinetv e cia

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