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[Crítica do leitor] Alice Através do Espelho

filme-Alice Atraves do Espelho

Titulo do filme: Alice Através do Espelho
Gênero: Aventura e fantasia
Tempo: 112min
Censura: 12 anos

Sinopse e Mais Detalhes:

Desde sua primeira odisseia no País das Maravilhas, Alice Kingsleigh (Mia Wasidowska) retorna a Wonderland, onde pode reencontrar seus amigos, A Rainha Branca, os Gêmeos, Gato Risonho, Absolên, Coelho Branco, a Lebre, e todos os outros que marcaram presença na aventura anterior. Mas nem tudo está bem, o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp), após uma possível descoberta sobre seu passado, fica traumatizado e isso esta desventurando sua convivência com seus amigos e comprometendo sua vida. Então, para ajuda-lo, Alice parte em busca do Tempo (Sacha Baron Cohen), para conseguir a Cronosfera que pode fazer com que a mesma volte ao passado para tentar consertar as coisas e evitar os tristes eventos que marcaram a historia dos personagens e enfim solucionar o conflito do Chapeleiro. Essa busca irá revelar outros mistérios envolvendo a vida de alguns outros personagens.

Como marca registrada, essa saga é repleta de cores vibrantes e extraordinárias que encantam nosso olhar; os efeitos especiais são esplendidos, tudo para apresentar Wonderland, este lugar despótico, surreal; o figurino cheio de vida e rico em detalhes; a direção de arte é impecável, dando um tom de realidade em cada quadro enquanto esta se projetando. O enredo é débil e repetitivo, não apresentando muitas sensações gostosas ao assistir.

O principal tema abordado nessa trama são os conflitos familiares e de como eles são fundamentais para o desenvolvimento da personalidade ou comportamento das pessoas. Podemos verificar isso no conflito entre Alice e sua mãe, o Chapeleiro Maluco e seu pai, a Rainha Branca e a Rainha Vermelha, é essa falta de confrontos colidentes mais inteligentes que torna infelizmente este filme apático. O que favorece são as seguintes questões que podem ate passar desapercebidas, são elas: Como lutar por algo que você não acredita? E como tatear o passado em busca de soluções para o futuro? Como lutar em busca do que acredita ser algo praticamente impossível? Como atitudes de humildade em reconhecer os erros podem contribuir para uma melhor convivência em sociedade.

O que surpreende neste longa é descobrir qual o pivô da discórdia entre a Rainha Vermelha com a Rainha Branca, chegamos a duvidar de quem realmente seja a mocinha ou a antagonista e ao mesmo tempo entender como ela pode ter uma cabeça tão desproporcional.

Alice como papel principal, é sem vida, apática, com expressões praticamente fleumáticas em praticamente todo o filme. O Chapeleiro Maluco, um personagem fraco e sem iniciativa para buscar soluções para o conflito que enfrenta, ele simplesmente sucumbe em um comportamento exclusivamente melodramático. A Rainha Vermelha é quem apresenta o melhor desempenho em sua personagem, sendo forte, cheio de expressões e emoções em seu desempenho. Já os outros personagens (A Lebre, o Gato Risonho, Os Gêmeos, Absolen e outros) que tiveram uma presença tão forte e marcante no passado, aqui eles gradualmente desaparecem da historia, tornando suas raras aparições tristemente insignificantes.

Ao todo o filme é razoável, esperava bem mais, mas como sempre falo:

Vale a pena assistir, você tem que conhecer e tirar suas proporias conclusões.

Nota: 6,0

Analise enviada pelo colaborador: Edvan Lima.

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Sobre Colaborador CCP (8 artigos)
Perfil dos Colaboradores do Clube de Cinema Petrópolis.

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