Confira!

[Crítica do Leitor] Invocação do Mal 2

invocação do mal 2

Anos se passaram desde os últimos eventos que foram acompanhados pelo casal Warren. Ambos agora são chamados para ajudar uma família, que pelo que dizem, está passando por mais um caso de postergeist. Cabe a eles decidirem se desventurar nesse caso/fato para comprovar se o mesmo se trata de farsa ou de mais uma triste e aterrorizante realidade.

Já faz muitos anos em que a indústria cinematográfica do gênero terror deixa infelizmente a desejar, basta lembrarmos de casos como: Renascida do Inferno, Martyrs, Ouija 1, 2, 3 e 4, Floresta Maldita, a sequência de Pânico na Floresta e tantos outros. Alguns muito bons foram Invocação do Mal, A Bruxa, Boneco do Mal e o terror psicológico polonês Demon. Agora chega aos cinemas a tão aguardada sequência de Invocação do Mal (2013), filme creditado e tratado como os inspirados em fatos reais(ui!). E para todos amantes de cinema, saiba que este se trata de um dos melhores filmes de terror destes últimos anos, superando, até mesmo, o primeiro longa. Muito bem construído, inteligente e emocionante.

Após eventos paranormais que acompanharam em Amityville, caso até registrado em filme como: Horror em Amityville(2005), Lorraine Warren, famosa investigadora paranormal, passa a ficar inquieta, mais taciturna, e desde então se mostra relutante para as atividades em que se dedica com seu esposo, que também desempenha às mesmas atividades por tantos anos. Mas o que será que está tirando a sua tranquilidade e o que deverá ou não fazer para evitar que algo de pior aconteça? Enquanto enfrentam questões como esta, recebem a informação da Igreja de que uma família está sofrendo com casos paranormais e Jennet Hodgson, uma garotinha de apenas 11 anos, esteja sendo alvo destes fatos estranhos. Ambos são solicitados para averiguar se estas especulações são ou não verídicas. Precavidos, adentram em mais uma história cheia de suspense e sustos que fará muita gente pular da poltrona, com certeza.

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Este filme levará o expectador a sentir calafrios para os eventos aterrorizantes e assustadores; tanto quanto sentir uma enorme afeição por esta família, fazendo torcer para que tudo termine de maneira benéfica. Lembrando que alguns poucos toques de humor poderão ser percebido nessa trama para quebrar o gelo. O que há de ruim é o uso de muitos sons altos para assustar (algo muito utilizado em Arraste-me Para o Inferno), e a utilização exagerada de uma sequência tensão-horror, em cada momento de suspense que torna muitas das cenas já previsíveis.

Ele traz um enredo muito bem amarrado e equilibrado entre a tranquilidade e os terríveis eventos, fazendo com que quem assiste também participe das emoções propostas de forma muito criativa. Clichês são quase que inexistentes. As atuações são muito bem desempenhadas, principalmente pela personagem Janet. Os efeitos especiais, apesar de não exagerarem em seu uso, são ótimos, eles servem para complementar essa sensação tensa e aterrorizante. A direção de arte foi excepcional, e por que não dizer que foi o ponto marco do filme, ela consegue praticamente nos transportar de maneira sensacional para a época, Inglaterra, onde os eventos acontecem na década de 1970.

Agora vamos ao elenco:

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Vera Farmiga (dos filmes: A Órfã e Bates Motel, da primeira até a temporada atual) é Lorraine Warren, apresenta um papel defensivo, mas forte, conseguindo equilibrar e conduzir o desenrolar desta trama, mas sem muita evidência.

Patrick Wilson (Os Passageiros e Menina Má.com) é Ed Warren, esposo de Lorraine, não se sobressai, mas agrada.

Madson Wolfe (Joy – O Nome do Sucesso, Os Candidatos) é Janet Hodgson, garotinha de onze anos que sobre ela recai os fenômenos paranormais. Uma pequena atriz que apesar de sua tenra idade é incrível e excelente. Possui um grandioso e excepcional talento, tornando-se a “cereja do bolo” deste longa.

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Também não podemos deixar de lado pontos importantes retratados nessa obra cinematográfica, tais como: o papel que a família deve desempenhar para enfrentar as dificuldades, sejam elas quais forem e permanecerem unidas; o papel altruísta que cada um de nós deve praticar na sociedade, pensando um pouco mais em ajudar aqueles que se encontram ao nosso redor; e a quebra dos paradigmas/medos que muitas vezes impedem de fazer o que deve ser realizado.

Enfim, vale apena assistir, conhecer, comentar. Não se esqueçam de ver o comecinho dos créditos finais, ali são apresentadas algumas fotos “reais” das pessoas que foram retratadas no filme.

Nota: 9,0.

Análise enviada pelo colaborador: Edvan Lima.

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Sobre Colaborador CCP (8 artigos)
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