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[Crítica do Leitor]TRUQUE DE MESTRE – O SEGUNDO ATO

TRUQUE DE MESTRE – O SEGUNDO ATO

TRUQUE DE MESTRE – O SEGUNDO ATO

Ação, Suspense, Comédia

2016

130 minutos

Foragidos do FBI, o grupo de mágicos conhecidos como Os Cavaleiros, agora estão arquitetando mais um plano, que consiste em desvendar um golpe que um analista de sistema e gênio em informática está tramando. Ele pretende lançar no mercado um produto que poderá roubar todos os dados pessoais dos usuários sem que os mesmos percebam. E enquanto colocam em prática seu objetivo de expor isso em rede nacional, eles se veem dentro de uma armadilha, e agora terão que usar suas artimanhas de truques e ilusionismo para poderem se safar.

Após três anos de espera chega aos cinemas de todo o mundo a sequencia de Truque de Mestre (2013), cheio de ação, humor e efeitos especiais. Um filme que diverte mais do que impressiona. E apesar de terem em mãos tantas coisas que poderiam fazer um filme excelente, infelizmente não deslumbra.

 

Uma seleção de atores que ate possuem uma trajetória em tantos filmes, dando sucessão a um sucesso que foi o primeiro filme, mas que não apresentam um desempenho satisfatório. O enredo é falho, ilógico, extenso e perdido em sua própria história, não possuindo uma boa amarração de cenas deixando aqueles que assistem totalmente perdidos. Durante a projeção poderemos nos perguntar: “Por que isso ou por que aquilo”? “Pô, meu! Assim não dá. Não existe a menor possibilidade de isso acontecer”, tudo bem que se trata de um filme de ilusionistas, mas as poucas explicações são efêmera e impotentes. Chegaram ate acrescentar um romance ensosso desnecessário. As filmagens por vezes se tornam instáveis como se os câmeras estivessem com as câmeras em mãos em planos onde as projeções ocorrem sem ação e muito tranquilas, isso me incomodou.

Mas vamos ver o lado bom da coisa: Temos uma sequência de sucessivos efeitos especiais que são muito bons e divertidos (foi isso que não me impediu de que sair da sessão para não ver o final, mas por pior que seja um filme, eu fico até chegarem aos créditos finais). O uso do humor em uma série de piadas e cenas cômicas foi algo que também contribuíram para que o filme não fosse um total fracasso. Já falei dos efeitos especiais, e eles são muito legais, espetaculares, chegam a encantar principalmente em cenas quando a tensão é explorada tornando tudo empolgante.

Vamos para o elenco.

De antemão posso dizer que acredito que o maior problema foi a falta de uma direção excelente que pudesse extrair dos atores o melhor que cada um deles poderia mostrar. Mas vamos lá: Mark Ruffalo (Spotlight – Segredos Revelados; Ilha do Medo), personagem Dylan Rhodes. É um agente que exerce suas atividades no FBI e que secretamente beneficia o grupo dos cavaleiros para que não sejam presos. Por mais que eu assista aos inúmeros filmes em que já atuou, vejo ele, sendo praticamente o mesmo personagem sem avanços em expressões. Acredito que possua um potencial, e falta um papel e direção que consiga tirar isso dele e surpreender. Jesse Eisenberg (Batman Vs Superman – A Origem da Justiça; A Rede Social), personagem J. Daniel Atlas. Uma interpretação praticamente fleumática. Woody Harrelson (Jogos Vorazes – A Esperança parte 1; Zumbilandia), como Merritt McKinney, um dos cavaleiros. O único que desempenha satisfatoriamente seus “papeis”. Ator disciplinado, tendo que se desdobrar em suas atuação que foi o diferencial nesse longa (não posso contar mais que isso para não correr o risco de fazer spoiler). Daniel Radcliffe (Victor Frankenstein; Amaldiçoado), personagem: Walter, um dos vilões da trama. A cada dia se superando e fazendo com que possamos ver um potencial diferente do apresentado na saga de Harry Potter. Teve uma participação boa, mas discreta, apesar de pesar sobre ele uma grande responsabilidade na conexão da trama. Lizzy Caplan (A Entrevista; A Ressaca), como Lula. Dinâmica, humorada e ousada, mas forçada demais, muito diferente de sua atuação em Cloverfield Monstro (2008). Não tenho muito a falar sobre Morgan Freeman, Dave Franco e Michael Caine, nada de especial ou extraordinário em todos eles.

Uma lição que acredito ter visto nesse filme que pode ser proveitoso para aquele que deseja assistir, é que para alcançarmos nossos objetivos é preciso o máximo desempenho, apreendendo a sermos humildes em reconhecer que também precisamos um dos outros para galgar juntos o sucesso almejado.

Para quem não assistiu poderá se divertir e dar umas gargalhadas legais.

Então, bom filme.

Nota: 5,0

Análise enviada pelo Colaborador: Edvan Lima

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Sobre Colaborador CCP (8 artigos)
Perfil dos Colaboradores do Clube de Cinema Petrópolis.

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