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[Especial] A Hora do Pesadelo 3 – Os Guerreiros dos Sonhos (1987)

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Wes Craven voltou para produzir e roteirizar o terceiro filme da série. Ele escreveu a trama junto de Bruce Wagner, Frank Darabont (o responsável pelo vindouro seriado de The Walking Dead) e Chuck Russell (diretor de O Máskara), que também dirigiu o filme.

Lançado em 1987 e se passando um ano depois dos acontecimentos do capítulo anterior, o filme começa nos apresentando Kristen Parker (a então estreante Patricia Arquette, ganhadora do Oscar por Boyhood: Da Infância à Juventude), jovem que vem sonhando com Freddy e com a casa na Rua Elm. Além de aterrorizada, ela se torna obcecada com a casa, inclusive montando uma miniatura dela.

Ao sobreviver a um ataque de Freddy por muito pouco, Kristen é mandada para uma instituição mental, já que todos acreditam que ela tentou se matar. Durante todo o filme, cenas rápidas demonstram que Freddy vem fazendo a festa em Springwood, já que todos estão preocupados com a crescente onda de suicídios entre os jovens, claramente vítimas de Freddy.

Enquanto em tratamento, Kristen conhece vários outros jovens também internados: o briguento Kincaid (Ken Sagoes), o mudo Joey (Rodney Eastman), a ex-viciada em drogas Taryn (Jennifer Rubin), o escultor sonâmbulo Phillip (Bradley Gregg), o paraplégico e fanático por RPG Will (Ira Heiden) e a aspirante a atriz Jennifer (Penelope Sudrow).

No hospital psiquiátrico estão também o médico Neil Gordon (Craig Wasson, de Dublê de Corpo) e o enfermeiro Max (Laurence Fishburne, aqui creditado como Larry Fishburne, e mais lembrado pela trilogia Matrix). Enquanto Neil é um dos personagens mais importantes da trama, Max pouco aparece.

Tudo começa a ficar realmente interessante com a chegada da nova médica: Nancy Thompson (Heather Langenkamp), que ainda lembra muito bem de seu confronto anterior com Freddy, e toma pílulas que a ajudam a não sonhar. Nancy logo reconhece a situação dos jovens e decide ajudá-los, convencendo Neil da verdade.

Neil, por sua vez, cruza várias vezes o caminho da Irmã Mary Helena (Nan Martin), uma freira que lhe conta as origens de Freddy, revelando que o prédio abandonado ao lado do hospital detinha criminosos insanos décadas atrás. Uma voluntária ficou presa no local durante vários dias, sendo estuprada por uma centena de maníacos seguidas vezes. Foi desta traumatizante experiência que Freddy nasceu.

Para combater Freddy, Nancy tira proveito da habilidade especial de Kristen, que consegue arrastar outras pessoas para seus sonhos. Já Neil descobre através da freira que a saída pode ser enterrar os restos mortais de Freddy em solo sagrado.

Sendo assim, mesmo perdendo muitos dos jovens pelo caminho, Nancy ataca Freddy no mundo dos sonhos, enquanto Neil se une ao pai dela (novamente John Saxon), o único que sabe onde está o corpo de Freddy, já que foi um dos pais que participaram da morte do assassino. O conceito de vingança é retomado neste episódio da saga, dando a entender que Freddy ataca apenas os jovens filhos das pessoas que o mataram. Os pacientes do hospital seriam os últimos sobreviventes da Rua Elm.

E já que este filme foi o mais dedicado a explorar e desenvolver a mitologia, é aqui que vemos Freddy pela primeira vez afirmar com todas as letras que se alimenta das almas de suas vítimas, ficando cada vez mais forte.

Embora Nancy e seu pai sejam mortos por Freddy, o vilão é enfim detido por Neil, que consegue localizar seu corpo, mesmo tendo que combater o defunto reanimado inexplicavelmente no mundo real, conseguindo enfim enterrá-lo.

Ao final do filme ficamos sabendo de duas coisas. Freddy não é a única força sobrenatural em Springwood, já que Neil descobre que a freira que o ajudou é na verdade o espírito de Amanda Krueger, a mãe de Freddy. A outra “revelação” é de que Freddy realmente é mais resistente do que se pensa, já que a cena final mostra a miniatura da casa da Rua Elm tendo suas luzes acesas, um claro sinal de que Freddy continua na ativa.

A Hora do Pesadelo 3 tem apenas dois defeitos: mostra novamente Freddy manipulando o mundo real sem explicações, algo que a partir de então se repetiu em quase todos os filmes; e desperdiça com a ponta no final a melhor trama montada para a possível derrota de Freddy.

HQManiacs

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