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[Especial] A Hora do Pesadelo 6 – Pesadelo Final – A Morte de Freddy (1991)

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Em 1991, a decisão foi tomada: Freddy enfim iria morrer. A notícia não foi trágica apenas para o personagem, mas também para os fãs. E não só pelo fato de perderem seu personagem, mas principalmente por terem de aguentar um filme tão ruim.

Dirigido pela estreante Rachel Talalay, que mais tarde “cometeria” a adaptação de Tank Girl para os cinemas, o filme tem roteiro da própria Talahay, juntamente de Michael De Luca, que escreveu também seis episódios do seriado de Freddy, além do filme O Juiz, adaptação de Juiz Dredd.

A trama tem início de uma maneira que de cara torna difícil levar a produção a sério. Situando os eventos em 10 anos no futuro, é dito que toda população jovem de Springwood está morta. Isso mesmo, Freddy matou TODOS os jovens da cidade! Para piorar, os adultos estão traumatizados, paranóicos e mais do que loucos, vivendo numa cidade em constante depressão. As cenas que mostram o povo agindo como lunáticos, com ruas vazias e sujas, demonstram bem a (falta de) seriedade com que criaram a história.

Shon Greenblatt vive o último adolescente vivo, que é atacado por Freddy e literalmente jogado para fora da cidade. É neste momento que percebemos que, mesmo agindo no mundo dos sonhos, Freddy tem limitações físicas, só podendo atacar quem estiver dentro de Springwood. O personagem de Greenblatt é tão perdido quanto o roteiro, batendo a cabeça e ficando amnésico. Nunca ficamos sabendo seu nome, e ele mesmo não recupera a memória antes que seja morto por Freddy, de quem acha que é filho.

Freddy na verdade usou o garoto para seus fins. Numa daquelas coincidências exageradas ao extremo, o jovem vai parar num abrigo onde trabalha Maggie (Lisa Zane), a verdadeira filha de Freddy, que tem memórias reprimidas de sua infância.

Conforme o filme avança cheio de tropeços, atuações mais sofríveis do que o normal e furos do tamanho de um planeta, vemos Freddy usar sua filha para deixar Springwood, se alojando em sua mente. Porém, com a ajuda do especialista em sonhos chamado simplesmente de Doc (Yaphet Kotto, de Alien: O 8º Passageiro), ela arma uma armadilha para derrotar Freddy de uma vez por todas.

Convenientemente, Doc revela uma lenda sobre demônios que assombram os sonhos da humanidade em busca de uma pessoa incrivelmente má para ser usada por eles. Freddy foi essa pessoa e esses demônios são a fonte de seu poder, mantendo-o imortal no mundo dos sonhos. Nada na cinessérie jamais indicou tal fonte de poder e, para piorar, Freddy afirma a história com uma facilidade e sinceridade simplesmente contrárias ao seu caráter.

O ataque de Maggie a Freddy é igualmente ridículo, com direito a ela usar óculos 3D para ter a “visão dos sonhos”. Na verdade, uma desculpa esfarrapada que serve de aviso para que o espectador nos cinemas saiba quando colocar e tirar os óculos, já que o terrível clímax da trama foi exibido em 3D.

Inexplicavelmente entrando na mente de Freddy, Maggie consegue puxá-lo para o mundo real, repetindo a mesma ideia do primeiro filme. Só que desta vez Freddy realmente morre, sofrendo vários ferimentos e por fim sendo explodido por sua filha. E sem nenhuma ponta no final!

Embora os últimos filmes mostrem uma crescente tendência para o humor, este é o que verdadeiramente se entrega ao “terrir”, e faz isso de uma maneira pobre, não sendo nada parecido com filmes divertidos como Uma Noite Alucinante. A produção é simplesmente relaxada, ineficiente e cheia de cenas forçadas, mas nunca engraçadas.

Os efeitos especiais pioram ainda mais, sendo dignos de produções baratas para a televisão. Johnny Depp retorna para uma rápida ponta. Quem também faz uma breve aparição é o ator Tom Arnold (de True Lies). Robert Englund tem sua maior participação sem maquiagem, já que Freddy é mostrado em sua forma humana em flashback, convivendo com sua filha e matando sua esposa.

HQManiacs

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