Confira!

[Especial] Espíritos 2 – Você Nunca Está Sozinho (2007)

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Maldição e vingança são lemas sempre presentes nos horrores orientais atuais que ganham destaque no circuito nacional. Os menos adeptos às culturas dentro deste gênero garantiram a oportunidade de se aprofundar a ela depois da celebrada refilmagem de “O Chamado”, pois graças ao sucesso do longa de Gore Verbinski (o mesmo por trás de outro sucesso, a trilogia “Piratas do Caribe”), o número de atualizações americanas aumentou assustadoramente e o espectador foi brindado com a descoberta dos filmes que serviram como fonte de inspiração. No entanto, quando conferido uma boa quantidade de produções daquele país, é inevitável o quanto as premissas são capazes de esgotarem o espectador.

Com um título nacional errôneo, nada tendo a ver com os personagens ou roteiro de “Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado” (exceto por contar com a mesma dupla de diretores, Banjong Pisanthanakun e Parkpoom Wongpoom), “Espíritos 2 – Você Nunca Está Sozinho” trabalha com uma premissa que envolve maldição e vingança, mas se diferencia pelas inesperadas semelhanças com um cult do diretor Brian De Palma, o suspense de 1973 “As Irmãs Diabólicas”. Mesmo que talvez Pisanthanakun e Wongpoom não tenham visto ao filme, nota-se que ambos se inspiraram no caso delicado de irmãos siameses. Enquanto De Palma se aproveitou da notícia de mudança de personalidade de dois irmãos após uma cirurgia, os cineastas orientais estudaram os dados entre os quais indicam que somente 1% dos casos se vê o sucesso da operação onde os dois irmãos ou irmãs sobrevivem. Mas os drásticos desfechos das obras são resultantes de uma medonha paixão entre os personagens principais. Por essas circunstâncias, o público pode comemorar o bom resultado de “Espíritos 2 – Você Nunca Está Sozinho”, onde Pim (Masha Wattanapanich) é atormentada pela alma penada da sua irmã, morta depois de se submeterem à cirurgia que as separariam.

Existe um cuidado todo especial na arquitetura de uma atmosfera sombria e no uso da trilha sonora de Vittaya Wasukraipaisan (que também construiu os sons assombrosos de “Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado”) para auxiliar essa construção. Entretanto, o ponto fraco fica pela insistência de pregar sustos a todo o momento, não tendo impacto pela repetição e previsibilidade com a qual eles se apresentam, um mal que também acometeu a produção anterior da dupla. É nos instantes finais que reside o talento único dos diretores, numa reviravolta totalmente surpreendente e que condiz com tudo ali visto anteriormente, onde a natureza das personagens nem sempre é o que aparenta ser.

Cine Resenhas

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